Banca & Finanças Fundo de Resolução "irá defender os seus interesses" após venda do Novo Banco

Fundo de Resolução "irá defender os seus interesses" após venda do Novo Banco

O Fundo de Resolução, até aqui accionista único do Novo Banco e que fica agora com 25%, considera que a solução contratualizada com a Lone Star é equilibrada. A entidade vai monitorizar o banco.
Fundo de Resolução "irá defender os seus interesses" após venda do Novo Banco
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 18 de outubro de 2017 às 20:44

"O Fundo de Resolução manterá uma posição de 25% no capital social do Novo Banco e irá defender os seus interesses no quadro dos poderes de que dispõe". A garantia foi dada esta quarta-feira, através de comunicado, por parte do agora accionista minoritário da instituição financeira.

 

Esta quarta-feira, 18 de Outubro, na cerimónia de assinatura da venda do Novo Banco aos americanos, o governador Carlos Costa prestou declarações, enquanto representante do Banco de Portugal (autoridade de resolução), tal como Donald Quintin, em nome do comprador, Lone Star. Mas não houve um discurso por parte do vendedor Fundo de Resolução, que fez, ao final do dia, um comunicado.

 

"Inicia-se, assim, uma nova fase da vida Novo Banco, cujo estatuto de instituição de transição cessou", indica o comunicado da entidade presidida por Luís Máximo dos Santos (à esquerda na foto), que é também vice-governador do Banco de Portugal.

 

O Fundo de Resolução não recebe nada pela venda, mas o Novo Banco é capitalizado em mil milhões até ao final do ano. Fica, contudo, em cima da mesa um mecanismo através do qual o fundo poderá ter de injectar até 3,9 mil milhões de euros no banco, no caso da deterioração do valor de um conjunto específico de activos (conjunto nunca revelado). Além disso, num cenário de crise severa, o Estado pode ainda ter de entrar para manter a estabilidade da instituição. 

 

Além disso, o Fundo de Resolução, que é financiado pelas contribuições dos bancos do sector português, vai acompanhar o Novo Banco através de um comité de monitorização - as autoridades europeias não deixaram ter membros na administração. A entidade considera que esta é uma solução equilibrada.

 

"Tivemos ocasião de afirmar em 12 de Maio de 2017, tendo presente o contrato assinado com a Lone Star em 31 de Março, no âmbito de uma audição na comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa da Assembleia da República, na qual foi ouvido o presidente da comissão directiva do Fundo de Resolução, que, seguramente, a venda do Novo Banco seria bem-sucedida. Dissemo-lo por acreditarmos na determinação do vendedor e do comprador em cumprir aquilo a que se tinham proposto, na qualidade das equipas envolvidas no processo e, também, no equilíbrio da solução contratualizada", aponta ainda a nota. 




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