Telecomunicações Fundo Elliott tenciona injectar até 10 mil milhões de reais na Oi

Fundo Elliott tenciona injectar até 10 mil milhões de reais na Oi

O fundo americano Elliott já se terá reunido com representantes do Governo brasileiro e do conselho de administração da Oi. A intenção é injectar até 10 mil milhões de reais (2,77 mil milhões de euros) na operadora detida em 22% pela Pharol.
Fundo Elliott tenciona injectar até 10 mil milhões de reais na Oi
Bloomberg

O fundo americano Elliott Management, do milionário Paul Singer (na foto), estará interessado em entrar no capital da Oi, que se encontra em processo de protecção contra credores, revela a imprensa internacional.

 

O fundo "abutre", que apostou na queda do BES e da PT, já se terá reunido com responsáveis do Governo, actualmente liderado por Michel Temer, e com representantes do conselho de administração da Oi para apresentar os seus planos. O jornal Globo diz que Brasília viu com bons olhos a proposta do fundo.

 

Em cima da mesa está a possibilidade de o fundo Elliott injectar até 10 mil milhões de reais.

 

A Bloomberg adianta, citando duas fontes ligadas ao processo, que o fundo Elliott está a trabalhar num plano que convença credores e accionistas.

 

O capital que será injectado na Oi terá dois destinos: reduzir a dívida e investir.

 

Esta não é a primeira vez que o fundo Elliott surge associado à Oi. Já em Março foi noticiado que este fundo e a Cerberus estariam interessados na Oi.

Tal como o Cerberus, o Elliot é conhecido no mercado como fundo "abutre", por ‘atacar’ dívida de países ou empresas em dificuldades.


Aliás, Paul Singer criou a sua actual fortuna comprando dívida "problemática" para depois a vender ou, em casos de falência ou reestruturação, exigir em tribunal o que lhe é devido. Em 2011, o fundo apostou na queda do BES e em 2014 na descida das acções da Portugal Telecom, pouco tempo antes de ser conhecido o investimento em papel comercial da Rioforte.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub