Energia Fusão de duas estatais chinesas cria maior empresa do mundo no ramo da energia

Fusão de duas estatais chinesas cria maior empresa do mundo no ramo da energia

A China vai criar a maior empresa mundial do sector energético, com a fusão do principal grupo mineiro e uma das maiores eléctricas do país, informou hoje o organismo encarregue de supervisionar os conglomerados do Estado chinês.
Fusão de duas estatais chinesas cria maior empresa do mundo no ramo da energia
Reuters
Lusa 28 de agosto de 2017 às 11:47

A SASAC (State-owned Assets Supervision and Administration Commission) aprovou a fusão entre o Guodian Group e o Shenhua Group, mas não avançou com mais detalhes sobre a operação.

 

Pequim está a encetar um processo de fusões entre os grupos estatais que controlam indústrias como o carvão, energia, aço e químicos, visando torná-los mais eficientes.

 

O país asiático, segunda maior economia mundial, adopta o que designa como economia de mercado socialista, estando os sectores chave da economia nas mãos das firmas estatais.

 

Pequim reconhece, no entanto, que muitas destas empresas são ineficientes e deficitárias.

 

O sector secundário chinês sofre ainda de excesso de capacidade de produção, sobretudo nos sectores do aço e do carvão.

 

Há um mês, Pequim fixou um prazo para liberalizar as principais empresas estatais, face à pressão internacional para que acelere aquele processo, incluindo de organismos como o Fundo Monetário Internacional e grupos empresarias que operam no país.

 

Em 2012, duas empresas estatais directamente tuteladas pelo governo central chinês compraram posições em Portugal: a China Three Gorges tornou-se o maior accionista da EDP (Energias de Portugal); e a China State Grid comprou 25% da REN (Redes Energéticas Nacionais).

 

Em 2015, uma subsidiária da Haitong Securities, empresa financeira estatal com sede em Xangai, concluiu a compra da totalidade do capital do Banco Espírito Santo de Investimento (BESI), ao Novo Banco.

 




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