Tecnologias Fusão entre a Qualcomm e a NXP pode ocorrer na próxima semana

Fusão entre a Qualcomm e a NXP pode ocorrer na próxima semana

As negociações entre os dois fabricantes de chips encontram-se na fase final. O acordo prevê a compra da empresa sediada na Holanda pela gigante Qualcomm, o que poderá ser alcançado na próxima semana.
Fusão entre a Qualcomm e a NXP pode ocorrer na próxima semana
Bloomberg
Negócios 21 de Outubro de 2016 às 15:42

A aquisição da NXP pela Qualcomm poderá vir a ser uma das maiores na indústria de semiconductores. O anúncio oficial das negociações poderá acontecer após a apresentação dos resultados trimestrais da NXP, a 26 de Outubro, ou da Qualcomm, a 2 de Novembro.


Fonte próxima revela à Bloomberg esta sexta-feira, 21 de Outubro, que o negócio rondará os 110 dólares (100,36 euros) e os 120 dólares por acção para a NXP, o que representa um prémio entre 9% a 19% face ao valor de fecho das acções da NXP na quarta-feira, 19 de Outubro, um dia antes das negociações terem sido noticiadas.

 

O valor de mercado da empresa de San Diego é de cerca de 100 mil milhões de dólares, enquanto o operador holandês vale perto de 35 mil milhões de dólares.

 

Ambas as empresas já haviam iniciado as conversações, conforme contou o Wall Street Journal no final de Setembro. No entanto, o acordo ainda não está garantido, e a Qualcomm é conhecida por desistir de negócios à beira da decisão final, revela a Bloomberg. Nenhum representante de ambas as partes comentou a situação.

 

O fabricante de chips norte-americano tem-se mantido de fora de grandes aquisições de forma a evitar os riscos de envolvimento em negócios que fujam da sua actividade central, o fabrico de componentes para telemóveis. Do outro lado, a NXP abrange um mercado mais amplo, fabricando os seus próprios chips. A produção da Qualcomm baseia-se em outsourcing.

 

Esta aquisição surge num contexto em que a Qualcomm tem mais de 30 mil milhões de dólares de capital disponível, sendo que a maioria deste montante encontra-se no estrangeiro, pelo que, sublinha a Business Insider, uma compra na Europa se tornaria mais atractiva. 




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