Energia Galp conquista "área chave" de petróleo no pré-sal brasileiro

Galp conquista "área chave" de petróleo no pré-sal brasileiro

A empresa venceu a licitação inserida num consórcio liderado pela norueguesa Statoil e a norte-americana ExxonMobil.
Galp conquista "área chave" de petróleo no pré-sal brasileiro
Galp
André Cabrita-Mendes 27 de outubro de 2017 às 15:33
A Galp conquistou a área do Norte do Carcará, um bloco que a petrolífera portuguesa considera uma "área chave" para o desenvolvimento da sua operação no Brasil.

A petrolífera liderada por Carlos Gomes da Silva conquistou esta área inserida num consórcio liderado pela norueguesa Statoil (40%), a norte-americana ExxonMobil (40%), e a Petrogal Brasil (20%).

O consórcio vencedor bateu a Shell ao oferecer um excedente em petróleo de 67,12%, superando os 50,46% oferecidos pela petrolífera anglo-holandesa.

O Norte de Carcará tem uma área de 313 quilómetros quadrados, tem um elevado potencial e quem vencer a licitação vai ter uma fase de avaliação de três anos para pesquisar por petróleo, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP) do Brasil.

Mas o consórcio também vai ter de pagar um bónus de assinatura no valor de 930 milhões de dólares (800 milhões de euros), com 186 milhões de dólares (160 milhões de euros) a caberem à Galp. O consórcio também fica obrigado a perfurar um poço de exploração.

"Estas aquisições reflectem o interesse estratégico da Galp em expandir a sua presença nas áreas core, como seja o pré-sal brasileiro, selecionando para tal
um conjunto de ativos de elevada qualidade a ser desenvolvido através de parcerias sólidas", pode-se ler no comunicado da petrolífera divulgado na CMVM.


 O Brasil representa mais de 92,5% (82 mil barris diários) da produção total de petróleo e gás da empresa, com o resto a pertencer a Angola. No leilão anterior, que teve lugar no final de Setembro, a Galp não apresentou propostas por nenhum bloco, apesar de estar pré-qualificada.


A área de Norte de Carcará é adjacente à concessão BM-S-8, onde a Galp detém actualmente uma participação de 17%, depois de chegado a acordo com a Statoil para comprar mais 3% por 114 milhões de dólares (98 milhões de euros).

A companhia liderada por Carlos Gomes da Silva já tinha esta área debaixo de olho há muito tempo e nunca escondeu a sua vontade de ir a jogo.

"Estamos a preparar-nos para as áreas em redor dos nossos activos actuais, que conhecemos muito bem", disse Carlos Gomes da Silva em Maio, apontando para a área norte do bloco BMS 8. "É uma das áreas chave para nos candidatarmos", afirmou então o gestor.



(notícia actualizada às 15:53)



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Anónimo Há 3 semanas

Não haverá algo de errado nisto tudo? Mas agora que se está a desenvolver apressadamente novas energias (eólicas, solares, novas hídricas etc. , carros eléctricos (já se fala em acabar com motores a diesel a partir de 2025 (faltam 7 anos) e as petrolíferas continuam a pensar em novos poços de petróleo? que neste caso nem daqui por 10 anos estará a ser extraído. Bem sei que o petróleo não é só para combustíveis mas se deixar de ser aplicado neles ( o maior consumo), não bastarão os poços que já existem? Mas quem é que anda a enganar quem?

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