Energia Galp diz que viagens ao Euro 2016 não visavam "obtenção de qualquer contrapartida"

Galp diz que viagens ao Euro 2016 não visavam "obtenção de qualquer contrapartida"

A petrolífera diz que se o Ministério Público entender que a empresa deva ser constituída arguida "continuarão a ser prestados todos os esclarecimentos".
Galp diz que viagens ao Euro 2016 não visavam "obtenção de qualquer contrapartida"
Nuno Carregueiro 10 de julho de 2017 às 13:26

A Galp Energia reagiu esta segunda-feira, 10 de Julho, em comunicado às demissões dos secretários de Estado que viajaram ao Euro 2016 a convite da petrolífera, reiterando que agiu em "conformidade com a lei" e que os convites aos governantes não visavam "obtenção de qualquer contrapartida".

 

"A Galp considera que o apoio prestado à Selecção Nacional no Euro 2016, da qual é um dos principais patrocinadores oficiais desde 1999, foi realizado em conformidade com a lei", começa por dizer a Galp Energia, acrescentando que "os convites para integrar a comitiva de apoio nos jogos, são práticas tradicionais seguidas por diversas empresas e não tiveram outro objectivo que não fosse o apoio à Selecção Nacional".

 

A empresa liderada por Carlos Gomes da Silva (na foto) salienta que o processo dos convites decorreu de forma "aberta e pública, sem qualquer segredo ou tratamento diferenciado, e sem que tal pretendesse constituir a atribuição de uma qualquer vantagem patrimonial e muito menos da qual se esperasse a obtenção de qualquer contrapartida".

 

Os secretários de Estado que pediram a exoneração - João Vasconcelos, Jorge Costa Oliveira e Rocha Andrade – vão ser constituídos arguidos pelo Ministério Público, que confirmou esta segunda-feira que "em causa estão factos susceptíveis de integrarem a prática de crimes de recebimento indevido de vantagem, previstos na Lei dos Crimes de Responsabilidade de Titulares de Cargos Políticos".

 

A Galp Energia não foi até agora constituída arguida, sendo que a petrolífera revela no comunicado que "tem mantido uma leal colaboração com as autoridades para o cabal esclarecimento dos factos, tendo sido ouvidos nos últimos meses, enquanto testemunhas, alguns dos seus colaboradores".

 

Acrescenta que "entendendo o Ministério Público que, em termos processuais, a empresa deve ser constituída arguida, continuarão a ser prestados todos os esclarecimentos".

 

No comunicado do Ministério Publico, não é feita qualquer referência a trabalhadores da Galp que tenham sido constituído arguidos. Nesta posição vão estar os três secretários de Estado, sendo que já foram constituídos arguidos um chefe de gabinete, um ex-chefe de gabinete e um assessor governamental. Este último é Vítor Escária, assessor económico do primeiro-ministro.




pub