Energia Galp está a preparar-se para próximos leilões de petróleo no Brasil

Galp está a preparar-se para próximos leilões de petróleo no Brasil

Os próximos leilões vão ter lugar em Setembro e Outubro e vão continuar até 2019. A petrolífera já conta com sete navios-plataforma a produzir no Brasil.
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André Cabrita-Mendes 31 de julho de 2017 às 13:28
A Galp está a estudar a possibilidade de participar nos próximos leilões de atribuição de áreas de exploração de petróleo no Brasil. Até 2019 vão ter lugar nove leilões no Brasil com as próximas licitações a terem lugar em Setembro e Outubro deste ano.

"Estamos a preparar-nos para as próximas licitações no Brasil", disse o presidente executivo da Galp esta segunda-feira, 31 de Julho numa chamada com analistas.

"Temos agora uma posição sólida e estamos a estudar as oportunidades que existem no mercado, principalmente no Brasil. E estamos a olhar para várias oportunidades, não apenas este ano, mas nos próximos anos", destacou Carlos Gomes da Silva.

O gestor sublinhou, contudo, que a petrolífera portuguesa procura activos que criem valor para a empresa, não estando interessada em activos cuja produção já esteja em declínio. Ao mesmo tempo, a companhia não quer arriscar e só vai licitar activos que lhe permitam manter a sua "disciplina financeira".

O Brasil representa actualmente mais de 92,5% (82 mil barris diários) da produção total de petróleo e gás da Galp, com Angola (6,2 mil barris diários) a pesar os restantes 7,5%.

A companhia tem sido um parceiro privilegiado da petrolífera estatal Petrobras, com parceiras firmadas para a exploração de petróleo em 26 projectos no Brasil.

A Galp destacou que os seus seis navios-plataforma, conhecidos por FPSO, estão actualmente a produzir no seu nível máximo. No entanto, a produção no segundo semestre foi afectada por actividade de manutenção.

Foi também no segundo semestre que o sétimo FPSO entrou em produção no campo de Lula Sul, estando actualmente a produzir mais de 25 mil barris diários.

A Galp divulgou os seus resultados semestrais esta segunda-feira, tendo atingido lucros de 250 milhões de euros, mais 1% face aos 247 milhões obtidos no mesmo semestre de 2016.




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