Bolsa Galp fecha nos 14,405 euros, valor de fecho mais elevado em cinco anos

Galp fecha nos 14,405 euros, valor de fecho mais elevado em cinco anos

A petrolífera nacional terminou o dia a negociar nos 14,405 euros, naquele que é o valor de fecho mais elevado desde 10 de Novembro de 2011. A Galp continua a beneficiar da tendência de subida do petróleo.
Galp fecha nos 14,405 euros, valor de fecho mais elevado em cinco anos
Pedro Esteves
David Santiago 06 de Janeiro de 2017 às 17:21

A Galp Energia encerrou a sessão bolsista desta sexta-feira, 6 de Janeiro, a subir mais de 0,5% para 14,405 euros, o valor de fecho mais alto desde 10 de Novembro de 2011.

 

Ainda assim foi uma sessão com baixa liquidez para os títulos da Galp, tendo sido trocados ao longo da sessão 832,4 mil acções, valor que compara com a média diária dos últimos seis meses que se situa em perto de 1,5 milhões. A empresa liderada por Carlos Gomes da Silva detém agora uma capitalização bolsista de 11,96 mil milhões de euros.

 

A petrolífera nacional prossegue assim a tendência de ganhos verificada nos últimos meses, sobretudo nas últimas semanas de 2016. Em 12 de Dezembro já tinha transaccionado em máximos de 10 de Novembro de 2011. Esta sexta-feira o petróleo segue novamente em alta nos mercados internacionais, com o Brent, negociado em Londres, a subir 0,69% para 57,28 dólares por barril e o West Texas Intermediate (WTI) a crescer 0,84% para 54,21 dólares. 

 

Apesar da tendência de valorização, a Galp Energia fecha esta semana com uma ténue desvalorização de 0,04%, isto depois de seis semanas consecutivas a acumular valor.

 

Os dois últimos anos foram positivos para a cotada, que em 2016 ganhou 32,37% e em 2015 somou 27,15%. Em 2014 a petrolífera tinha perdido 29,24% do seu valor em bolsa.

 

O optimismo em torno da Galp e, de forma geral, das restantes petrolíferas, foi reforçado depois de no final de Novembro os países exportadores de petróleo (OPEP) terem chegado a acordo para cortar em 1,2 milhões de barris por dia a produção petrolífera do cartel. Decisão que visa reduzir a oferta da matéria-prima face aos máximos históricos dos últimos anos e assim provocar uma subida dos preços.

 

A este acordo da OPEP juntaram-se 11 países externos ao cartel, elevando para 1,8 milhões de barris por dia a diminuição da produção do "ouro negro".

 

Já depois de conhecidos os contornos destes compromissos de alguns dos maiores produtores mundiais de crude, em meados de Dezembro último o Citi e o Deutsche Bank decidiram subir o preço-alvo atribuído à Galp, o que desde logo impulsionou a cotada para máximos de cinco anos.

 

Já em 16 de Dezembro, também o CaixaBI aumentou o preço-alvo da petrolífera nacional, decisão que levou a unidade de investimento da CGD a descer a recomendação sobre os títulos de "acumular" para "neutral". 




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Camponio da beira Há 1 semana

Com mo petroleo a pouco mais de um terço do valor maximo de há anos e os combustiveis já muito perto do valor maximo, assim com esta cobertura estatal é fácil. Já os pequenos industriais e comerciantes nem protecção têm por vezes contra a concorrencia desleal por parte dos profiss das insolvências.

pub