Energia Gás natural: ERSE propõe descida de 1,1% nas tarifas para as famílias

Gás natural: ERSE propõe descida de 1,1% nas tarifas para as famílias

Esta descida afecta somente os 300 mil consumidores no mercado regulado. Descida de 28 cêntimos por mês para uma família de quatro pessoas com uma factura mensal de 24 euros.
Gás natural: ERSE propõe descida de 1,1% nas tarifas para as famílias
Bloomberg
André Cabrita-Mendes 17 de abril de 2017 às 16:48
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) propôs uma descida dos preços do gás natural para o ano-gás de 2017-2018.

O regulador propõe assim uma descida de 1,1% para os consumidores domésticos e serviços a partir de 1 de Julho. Para a pequena indústria a ERSE propõe uma descida de 1,3%, enquanto que para a indústria a proposta é para reduzir as tarifas em 2,4%, divulgou o regulador esta segunda-feira, 17 de Abril.

Esta descida afecta somente os cerca de 300 mil consumidores que ainda se encontram no mercado regulado, do total de 1,4 milhões de consumidores de gás natural em Portugal. A tarifa social para os consumidores economicamente vulneráveis de gás natural prevê um desconto de 31,2%.

Este é o terceiro ano consecutivo em que os preços do gás natural sofrem uma redução, correspondendo a uma variação acumulada de 25,4% para as famílias.

A variação tarifária deste ano vai corresponder a uma descida de 15 cêntimos num casal sem filhos para uma factura média mensal de cerca de 13 euros. Para um casal com filhos, a descida vai ser de 28 cêntimos por mês para uma factura média de cerca de 24 euros.

Depois do conselho de administração da ERSE ter apresentado esta proposta, o conselho tarifário da ERSE tem até 15 de Maio para emitir o seu parecer sobre as tarifas. O conselho de administração da ERSE terá depois em conta este parecer para tomar a decisão final sobre as tarifas que vigoram a partir de 1 de Julho de 2017.

A contribuir para esta descida dos preços está a descida dos custos com os acessos às infra-estruturas reguladas, que "visaram controlar a evolução dos custos com os acessos às redes".

Depois, a receita com a Contribuição Extraordinária sobre o Sector Energético (CESE), permitindo baixar os encargos dos consumidores. O aumento da procura do gás natural, através da maior utilização das centrais de ciclo combinado a gás natural para produtiz electricidade, também permitiu baixar os custos unitários das redes.

A ERSE também destaca que a "maior adequação do nível de investimento ao actual nível da procura" também contribuiu para esta descida. Neste âmbito, recorde-se que o regulador pediu o adiamento de vários investimentos da REN, tal como a terceira ligação de gás natural entre Portugal e Espanha, pois teria como consequência o aumento do preço do gás natural para os consumidores.

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mais votado Anónimo 17.04.2017

O que falta a Portugal e aos portugueses é ter verdadeiros mercados que sejam tendencialmente mercados de concorrência perfeita. Mas se a própria constituição o nega, a lei laboral o impede e uma maioria dos portugueses o defende apesar de se queixarem de tanta pobreza e atraso em comparação com os países dotados de economias e governos orientados para o mercado, pois que sofram as consequências e não se queixem.

comentários mais recentes
Anónimo 18.04.2017

O mercado do gás engarrafado (a maioria em Portugal) continua em oligopólio, sem qualquer tipo de concorrência efetiva.
Mais preocupante, é a Autoridade da Concorrência não conseguir colocar este mercado a funcionar saudavelmente.
Ao consumidor, resta pagar.

Anónimo 17.04.2017

O que falta a Portugal e aos portugueses é ter verdadeiros mercados que sejam tendencialmente mercados de concorrência perfeita. Mas se a própria constituição o nega, a lei laboral o impede e uma maioria dos portugueses o defende apesar de se queixarem de tanta pobreza e atraso em comparação com os países dotados de economias e governos orientados para o mercado, pois que sofram as consequências e não se queixem.

Anónimo 17.04.2017

A situação de não mercado que flagela Portugal retrata convenientemente a falta de racionalidade económica, equidade, sustentabilidade, valores éticos, carácter, honra e seriedade do excedentarismo de carreira sindicalizado, do capitalismo de compadrio corrupto, do keynesianismo irresponsável eleitoralista e do demais despesismo extractor de valor do Estado, da economia e da sociedade. Criar valor? Só lá fora, no mundo verdadeiramente desenvolvido, onde o mercado é acarinhado, nutrido e respeitado por todos os seus intervenientes e pelas autoridades. Aqui temos este não mercado.

joaoaviador 17.04.2017

Estas entidades reguladores prestam um péssimo serviço ao país e custam dinheiro. Ter ou não ter parece ser a questão de uma democracia bem à portuguesa.

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