Energia Gazprom próxima de acordo com Bruxelas

Gazprom próxima de acordo com Bruxelas

De acordo com o Wall Street Journal, a companhia de gás russa encontra-se em negociações que podem levar à alteração da sua operação na União Europeia. Em troca, deverá evitar o pagamento de multas de milhares de milhões de euros.
Gazprom próxima de acordo com Bruxelas
Bloomberg
Negócios 14 de Outubro de 2016 às 14:06

A Gazprom e as autoridades da concorrência em Bruxelas poderão chegar a um acordo até ao final deste mês que passará por alterar a forma de operação da companhia russa na União Europeia.

De acordo com o Wall Street Journal, que cita fonte próxima do processo, o estado russo (que detém mais de 50% das acções da empresa) tem reunido com a Comissão Europeia, que nos últimos anos tem manifestado preocupação pela prática de preços desleais em vários países na Europa de Leste.


Em troca de alterações nas suas práticas, a Gazprom deverá evitar o pagamento de multas de milhares de milhões de euros. Um plano que poderá levar semanas a ser implementado, já que tem de ser apresentado em todos os países afectados.


As investigações à Gazprom iniciaram-se em 2011, tendo assumido carácter formal um ano depois. Contudo, a anexação em 2014 da Crimeia (território até então sob administração da Ucrânia) travou o alcance de um acordo que estava bem encaminhado no início desse ano.


Em Abril do ano passado, Margrethe Vestager, comissária com a pasta da Concorrência, deduziu a acusação formal à companhia de gás russa. A comissária colocou em causa a quebra de regras de concorrência em oito países clientes: Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa, Eslováquia e Bulgária.

A Comissão alega que a empresa abusou da sua posição dominante no mercado e impediu os seus clientes de reexportar o gás russo e que vinculou o preço do gás praticado aos preços do petróleo.


A Rússia negou no entanto quaisquer práticas danosas ou ilegais, afirmando que tais acusações eram "infundadas, e com base em erros metodológicos significativos". Mesmo assim, o país mostrou-se aberto a um diálogo com a União Europeia, visando uma "solução mutualmente aceitável".




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70% da despesa do estado é composta por salários e pensões da FP.

Ou seja, a maioria dos cortes terá que incidir sobre a maior fatia da despesa.

Qual é a dúvida?

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