Empresas Generis vai investir 15 milhões de euros em Rio Maior e criar uma centena de empregos

Generis vai investir 15 milhões de euros em Rio Maior e criar uma centena de empregos

A farmacêutica Generis vai investir 15 milhões de euros numa unidade de embalamento em Rio Maior, que irá criar mais de uma centena de postos de trabalho, disse hoje à Lusa a presidente do município.
Generis vai investir 15 milhões de euros em Rio Maior e criar uma centena de empregos
Lusa 15 de janeiro de 2018 às 16:54

Isaura Morais, presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, disse à Lusa que o contrato-promessa de compra e venda de 11 lotes (8,8 hectares) de terreno no Parque de Negócios foi já assinado, sendo expectativa que a construção da nova unidade se inicie em Setembro.

 

O primeiro passo será a alteração do Plano de Pormenor do Parque de Negócios de Rio Maior, para converter os 11 lotes num único, processo já aprovado pelo executivo municipal e que terá uma equipa a trabalhar com as várias entidades, nomeadamente a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, para que seja célere, adiantou.

 

Isaura Morais disse à Lusa que esta será a primeira fase de um investimento para o qual o município começou a trabalhar "há muito" e que permitiu que fosse o escolhido de entre os vários que a empresa analisou, entre os quais Santarém.

 

A autarca adiantou que a Câmara de Rio Maior, que detém cerca de 26% do capital social da empresa que gere o Parque de Negócios, a Depomor, irá isentar a empresa "de alguns impostos municipais", decisão aprovada na última reunião da Assembleia Municipal.

 

Isaura Morais afirmou que estas isenções assumirão um carácter geral para as empresas que criem postos de trabalho e se fixem no concelho, no âmbito do Regulamento de Apoio às Actividades Económicas, que está a ser elaborado.

 

A primeira fase do investimento, que irá ocupar dois dos 8,8 hectares adquiridos pela empresa, destina-se à criação de uma unidade de recepção e embalamento de medicamentos a granel, produzidos em Venda Nova e na Índia, prevendo-se a produção anual de 100 milhões de embalagens, que irá permitir o aumento da exportação para os vários mercados em que a Generis opera, disse.

 

A Generis foi adquirida há um ano pela farmacêutica indiana Aurobindo Pharma por 135 milhões de euros, através da subsidiária holandesa Agile Pharma.

 

A unidade de produção situada em Venda Nova, na Amadora (distrito de Lisboa), possui capacidade para fabricar 1,2 mil milhões de comprimidos/cápsulas por ano.

 

Com mais de 200 produtos no seu portefólio, a Generis atingiu a liderança dos medicamentos genéricos em Portugal, tendo iniciado a expansão da marca, quer através de exportação directa do produto acabado para os clientes finais (hospitais, clínicas, farmácias, ONG), quer através de parcerias com agentes e distribuidores locais que tenham interesse em representar e distribuir os seus produtos, segundo informação disponibilizada pela empresa.

 

Como "mercados naturais" dos seus produtos, a empresa aponta países africanos como Angola, Moçambique e Cabo Verde, estando igualmente a comercializar medicamentos em países da África francófona, no Médio Oriente e em alguns países asiáticos e do continente americano.

 

"Com mais este investimento, o Parque de Negócios de Rio Maior afirma-se como uma plataforma logística atractiva, fruto da sua localização geográfica e das suas acessibilidades, que serão a breve trecho melhoradas com a intervenção a realizar" na estrada nacional 114, que liga a zona à cidade de Rio Maior, afirma uma nota da autarquia.

 




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comentários mais recentes
100 empregos Há 1 semana

A 500 paus? LOLOLOLOL Fiquem com eles

Anónimo Há 1 semana

O problema de economias como a portuguesa é terem, por um lado, empregados a mais a ocupar postos de trabalho que não se justificam, com todos os elevados custos de oportunidade que isso representa para a sustentabilidade do Estado, a competitividade da economia e o nível de equidade na sociedade. Estes agentes económicos pertencem à esfera da extracção de valor. Por outro lado, terem relativa e proporcionalmente poucos empregados a ocupar postos de trabalho justificáveis e que criem valor excepcional. Estes agentes económicos pertencem à esfera da criação de valor. Há efectivamente um desequilíbrio muito pronunciado entre criação de valor e extracção de valor na economia portuguesa. O IMD explica-nos isso muito bem. http://www.imd.org/news/is-value-extraction-viable.cfm

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