Start-ups GitHub. A ferramenta favorita dos programadores mas que não sai barata

GitHub. A ferramenta favorita dos programadores mas que não sai barata

A GitHub é uma start-up que dá por exemplo aos programadores um local onde podem armazenar as suas coisas, bem como partilhar o seu trabalho. Foi uma empresa que captou muito interesse por parte dos fundos de capital de risco.
GitHub. A ferramenta favorita dos programadores mas que não sai barata
Bloomberg
Ana Laranjeiro 17 de Dezembro de 2016 às 16:00

O GitHub é uma espécie de Google Docs para programadores, permitindo-lhes terem um sítio para guardar, partilhar e colaborar no seu trabalho. Nasceu em 2008 e rapidamente tornou-se essencial para quem escreve código de programação. Além disso, deu também origem a uma nova geração de programadores. O seu crescimento cativou vários fundos capitais de risco. A Sequoia Capital liderou uma ronda de investimento no valor de 250 milhões de dólares em meados do ano passado, de acordo com a Bloomberg.

Mas pouco mais de um ano depois, nem tudo parece ser um mar de rosas para esta start-up. A GitHub tem vindo a perder dinheiro devido a despesas extravagantes e através de entrada de novos players no mercado, segundo uma fonte da Bloomberg. A start-up liderada por Chris Wanstrath (na foto) inclusivamente duplicou o número de efectivos em 18 meses, contando com 600 funcionários.

De acordo com uma demonstração de resultados a que a Bloomberg teve acesso, no final do ano fiscal que terminou em Janeiro de 2016, a start-up tinha perdas de 27 milhões de dólares. No mesmo período gerou receitas de 95 milhões de dólares. A demonstração de resultados apontava, por outro lado, que as receitas até ao final do terceiro trimestre fiscal ascenderam a 98 milhões de dólares.


O documento a que a agência teve acesso indica ainda que até ao final do terceiro trimestre deste ano, a empresa registou perdas de 66 milhões de dólares, valor que representa mais do dobro que a Twilio, outra empresa que produz ferramentas de software, alguma vez registou em três trimestres.


O surgimento de um concorrente, o GitLab, levou a GitHub a agir. O investimento captado em 2015 avaliou a empresa em dois mil milhões de dólares. E a empresa gastou 71 milhões de dólares em salários e benefícios no último ano fiscal, sendo que este ano esses custos já subiram para 108 milhões de dólares (de Fevereiro a Outubro).


O foco nas vendas está a ter impacto na empresa. No entanto, a equipa tem vindo a falhar algumas metas, de acordo com uma fonte da Bloomberg. Em Setembro de 2014, as receitas de subscrição numa base anual foram de 25 milhões de dólares. Depois de a aposta nas vendas, a receita recorrente anual a partir dos grandes clientes aumentou este ano para 70 milhões de dólares.

Mas a grande questão é que o aumento das receitas não acompanhou as contratações agressivas que a empresa realizou. Por isso, a empresa despediu recentemente cerca de 5% da sua força de trabalho, 20 funcionários.


A GitHub está agora focada na sua missão original. Mas as viagens na GitHub deverão continuar e há poucos dados que indiquem que vá haver uma rédea sobre os gastos nos próximos tempos.




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