Empresas Goldman Sachs suspende trabalhos para IPO no grupo chinês HNA

Goldman Sachs suspende trabalhos para IPO no grupo chinês HNA

O banco de investimento decidiu interromper os trabalhos que estavam a ser desenvolvidos no âmbito de uma possível abertura do capital da Pactera, uma unidade do conglomerado chinês HNA que detém igualmente uma participação indirecta na TAP.
Goldman Sachs suspende trabalhos para IPO no grupo chinês HNA
Reuters
Negócios 06 de setembro de 2017 às 15:31

O banco de investimento norte-americano Goldman Sachs decidiu interromper o processo que tinha em curso, no qual estava a ser trabalhada uma abertura do capital, nos Estados Unidos, da Pactera, uma das unidades da esfera do conglomerado chinês HNA (que tem uma participação indirecta na TAP), avançaram quatro fontes à Reuters.

O Goldman Sachs decidiu adiar, pelo menos por agora, o processo para listar a empresa uma vez que o negócio não cumpre as exigências internas de due diligence, acrescentou uma fonte à agência de notícias.

De acordo com o Financial Times, o Goldman Sachs deu início às avaliações internas de due diligence no mês passada, depois de receber o mandato para gerir uma ronda de financiamento que poderia levar a um IPO.

O grupo chinês está presente na TAP através da Azul, companhia de aviação brasileira detida por David Neeleman, accionista do consórcio Atlantic Gateway, que controla 45% a TAP. Através da Azul o HNA subscreveu obrigações convertíveis da transportadora portuguesa.


HNA com presença em aeroportos internacionais

Em Agosto, foi noticiado que a comprou de uma participação no aeroporto de Frankfurt-Hahn, na Alemanha. Por 82,5% do negócio, pagou 15 milhões de euros.


O negócio decorreu depois de os reguladores chineses terem apertado o cerco às operações de compra de grandes grupos do país no resto do mundo, como a HNA ou a Fosun, esta última dona da Fidelidade e da Luz Saúde.

Em Julho, um dos ramos do grupo HNA já tinha comprado uma participação no aeroporto internacional do Rio de Janeiro por cerca de 19 milhões de dólares. É uma pequena fatia dos mais de 40 mil milhões já gastos nos últimos dois anos em compras.




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