Telecomunicações Goldman Sachs tentou reduzir exposição à dívida da Altice

Goldman Sachs tentou reduzir exposição à dívida da Altice

O banco norte-americano foi um dos principais financiadores da empresa de Patrick Drahi, mas agora está a tentar reduzir a exposição.
Goldman Sachs tentou reduzir exposição à dívida da Altice
Nuno Carregueiro 04 de dezembro de 2017 às 15:43

O Goldman Sachs tentou recentemente reduzir a sua exposição à dívida da Altice, explorando junto de vários fundos de investimento a venda dos créditos que detém sobre a empresa liderada por Patrick Drahi.

 

A notícia é avançada pelo Financial Times, que dá conta que este é mais um sinal de nervosismo dos mercados perante a saúde financeira da empresa que em Portugal controla o Meo e que perdeu mais de metade do seu valor em bolsa num curto espaço de tempo.

 

Esta iniciativa marca também a potencial perda de apoio de um dos bancos que foi um dos principais financiadores da agressiva expansão da Altice, que acelerou o seu crescimento através de aquisições em diversas geografias, como França, Estados Unidos e Portugal.

 

O Goldman Sachs foi um dos principais beneficiários com esta estratégia, já que foi assessor financeiro em muitas destas operações, recebendo as devidas comissões, lembra o Financial Times.

 

Agora o Goldman parece mais cauteloso na exposição à Altice, tendo no mês passado tentado vender parte do empréstimo que concedeu à companhia de telecomunicações. O banco norte-americano é um dos principais credores da holding de topo da Altice, que tem uma dívida de 2,3 mil milhões de dólares.

 

A dívida consolidada da Altice é bem superior, pois supera os 50 mil milhões de euros, o que dá à empresa o estatuto de cotada do sector das telecomunicações mais endividada da Europa.

 

Para inverter esta tendência, a empresa de Patrick Drahi já anunciou uma mudança na estratégia, tendo decretado o fim das aquisições e encetado um plano de venda de activos. Este deu os primeiros passos no final da semana passada, com a venda de uma empresa na Suíça. Na calha para venda está também a actividade na República Dominicana e o negócio de torres de telecomunicações em França e Portugal.




pub