Banca & Finanças Gonzalo Gortazar: "Com o BPI queremos ser o maior banco ibérico"

Gonzalo Gortazar: "Com o BPI queremos ser o maior banco ibérico"

O CaixaBank espera concluir a OPA sobre o BPI "com sucesso" na próxima semana, adiantou Gonzalo Gortázar, sublinhando a "confiança na equipa de gestão" de Fernando Ulrich. Com esta operação, o grupo catalão "espera ser o maior banco ibérico em dimensão".
Gonzalo Gortazar: "Com o BPI queremos ser o maior banco ibérico"
Reuters
Maria João Gago 02 de fevereiro de 2017 às 08:54

O CaixaBank espera tornar-se "o maior banco ibérico em dimensão, como já acontece em Espanha", após a compra do BPI, revelou Gonzalo Gortázar, líder executivo do banco, na apresentação dos resultados do grupo catalão. 

 

O banqueiro acredita que a oferta pública de aquisição (OPA) que o CaixaBank tem em curso sobre o banco português "se conclua com sucessos próxima semana", permitindo ao maior accionista do BPI passar a controlar a maioria da instituição - actualmente, a posição catalã é de 45,5%. 

 

Gortázar iniciou a sua apresentação na conferência de imprensa do CaixaBank com palavras simpáticas para o BPI e para a equipa de gestão liderado por Fernando Ulrich. "Temos confiança no banco e na equipa de gestão. Conhecemo-nos há 20 anos e controlámos o que o BPI fez em Portugal apesar do ambiente muito difícil. Fez-se um trabalho muito bem feito. Temos muita confiança na equipa de gestão", sublinhou o banqueiro. 

 

No ar ficou a possibilidade de o CaixaBank vir a reeleger Ulrich como presidente do BPI na assembleia geral de 26 de Abril, o que exigirá uma alteração de estatutos para afastar os limites etários que, neste momento, impedem a nomeação do gestor para um novo mandato. Questionado sobre se pretendia reeleger Ulrich, Gortázar recusou fazer comentários, remetendo comentários para a próxima semana, após o desfecho da OPA. 

 

Gortázar recordou ainda que o CaixaBank espera que o BPI possa gerar sinergias de 120 milhões de euros para o grupo nos próximos três anos. "Queremos criar valor para o BPI, combinando o melhor das duas casas".  

 

Questionado pelos jornalistas portugueses sobre o que vai acontecer no BPI após o desfecho da OPA, o líder executivo do CaixaBank disse não poder fazer muitos comentários, aproveitando para reafirmar que o grupo tem "muito empenho" na operação. O banqueiro expressou ainda a convicção de que será possível "passar os 50%, atingindo um nível de controlo". 

 

Já sobre a possibilidade de o grupo catalão usar o BPI para avançar para o Novo Banco, Gortázar disse "não ter mais nada a acrescentar. Não é oportuno fazer declarações". 

As declarações do líder do banco espanhol foram efectuadas na conferência de imprensa, em Barcelona, de apresentação de resultados. O CaixaBank lucrou 1.047 milhões no ano passado, mais 28,6% do que em 2015, sendo que o BPI gerou 13,5% dos resultados do banco catalão.

 

Também o presidente não executivo do CaixaBank, Jordi Gual, aproveitou a apresentação de resultados para expressar a sua "confiança" no êxito da OPA sobre o BPI. "É um banco de elevada qualidade. Acreditamos na sua capacidade de aumento de resultados. É uma das prioridades do nosso plano estratégico", sublinhou. 

Jornalista em Barcelona a convite do CaixaBank 

(notícia actualizada às 9:25 com mais declarações)




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comentários mais recentes
Anónimo 02.02.2017

Todos têm direito ao delírio quimérico. Nota-se que o Catalão conhece pouco da nossa realidade. A ver se te explico: o BPI sem o BFA (operação em Angola, vale rien de rien). Se a vossa estratégia fosse essa, ser o maior banco ibérico, o primeiro passo, seria a compra do Novo Banco. O resto é areia

Anónimo 02.02.2017

HÀ tanto tempo que vejo este barco á deriva e sem remos. Onde anda o mestre?Açoes nem fo**dem nem saem de cima, cada vez se paga mais comissoes e outras coisas mais. Será que os espanhois fazem milagres que os portugueses não conseguem?

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