Tecnologias Google poderá separar a unidade de comparação de preços para cumprir exigências de Bruxelas

Google poderá separar a unidade de comparação de preços para cumprir exigências de Bruxelas

Bruxelas aplicou uma coima de 2,42 mil milhões de euros por posição dominante. Em causa está o serviço de comparação de compras. A Google deverá propor a separação desta unidade de forma a garantir que cumpre as exigências da Comissão Europeia.
Google poderá separar a unidade de comparação de preços para cumprir exigências de Bruxelas
Reuters
Sara Antunes 26 de setembro de 2017 às 15:54

A Google deverá propor à Comissão Europeia a separação da unidade de comparação de preços, o Google Shopping, de forma a cumprir com as exigências que Bruxelas fez, em Junho, quando aplicou uma coima recorde de 2,4 mil milhões de euros por abuso de posição dominante.

Na altura, Bruxelas considerou que "a Google abusou do seu domínio de mercado enquanto motor de busca ao promover o seu próprio serviço de comparação nos resultados de pesquisa", explicou então a comissária Margrethe Vestager, que tem em mãos a pasta da Concorrência, durante a conferência de imprensa onde apresentou a multa.

 

Foi dada à Google um prazo de 90 dias para pôr termo às práticas anti-concorrenciais. A Bloomberg realça que o prazo termina na próxima quinta-feira e a solução para a questão estará na separação dos negócios. Esta será o plano que a Google deverá apresentar, de acordo com três fontes próximas do processo.

 

A Google deverá ajustar o painel de publicidade na área de pesquisa para mostrar imagens de produtos com links para sites de retalhistas.

 

Em Junho, a tecnológica reagiu, discordando da decisão de Bruxelas, argumentando que "os resultados actuais do Google Shopping  são úteis  e são também uma versão muito melhorada dos anúncios só de texto" que eram apresentados há uma década.

 

"Mostrar anúncios que incluem fotos, avaliações e preços beneficiam-nos, beneficiam os nossos anunciantes e, acima de tudo, beneficiam os nossos utilizadores.  E, apenas os mostramos, quando recebemos o seu feedback que são, de facto, relevantes", referia a nota da Google, de Junho, acrescentando que "milhares de comerciantes europeus utilizam estes anúncios para competirem com grandes companhias como a Amazon e eBay".




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