Tecnologias Google recorre da multa de Bruxelas 2,4 mil milhões de euros

Google recorre da multa de Bruxelas 2,4 mil milhões de euros

A tecnológica avançou com um processo de recurso contra a multa aplicada em Junho por Bruxelas por práticas anti-concorrenciais.
Google recorre da multa de Bruxelas 2,4 mil milhões de euros
Reuters
Sara Ribeiro 11 de setembro de 2017 às 15:54

A Google vai mesmo recorrer da multa de 2,4 mil milhões de euros aplicada pela Comissão Europeia por práticas anti-concorrenciais. A decisão foi comunicado esta segunda-feira, 11 de Setembro, pela tecnológica segundo a imprensa internacional.

Na base da decisão de Bruxelas está o "abuso de posição dominante enquanto motor de busca, ao dar vantagem ilegal a si própria no serviço de comparação de compras".

Quanto ao valor recorde da multa aplicada, como a comissária Europeia responsável pelo caso, Margrethe Vestager, explicou na altura em conferência de imprensa, "reflecte a natureza séria e reiterada da violação das regras de concorrência" por parte da Google.

A comissária que tem em mãos a pasta da Concorrência, salientou ainda que "a Google lançou muitos produtos e serviços inovadores que fizeram diferença na nossa vida. Isso é uma coisa boa. Mas a estratégia da Google para o seu serviço de comparação de preços não passava só por atrair clientes ao tornar o seu produto melhor do que o dos rivais. Em vez disso, a Google abusou do seu domínio de mercado enquanto motor de busca ao promover o seu próprio serviço de comparação nos resultados de pesquisa".

A Google já tinha referido que ia "analisar detalhadamente a decisão da Comissão Europeia", ao mesmo tempo que iria considerar "um recurso e apresentar a argumentação". 

O processo de investigação à Google é antigo, remonta a 2008, e tem como base a acusação de a tecnológica ter beneficiado, nos resultados do seu motor de busca, as suas próprias ofertas comerciais em detrimento das da concorrência.

Em comunicado enviado no mesmo dia que a decisão de Bruxelas foi conhecida, Kent Walker, vice-presidente da  Google, já tinha sublinhado que a empresa "discorda respeitosamente das conclusões hoje anunciadas". E aproveitou para explicar como funciona o serviço que Bruxelas considera que viola a concorrência: "Quando faz compras online, deseja encontrar os produtos que procura de uma forma rápida e fácil.  E os anunciantes querem promover esses mesmos produtos. É por isso que o Google mostra anúncios de shopping, ligando os nossos utilizadores a milhares de anunciantes, grandes e pequenos, de formas que são úteis para ambos", referiu no final de Junho.




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