Transportes Governo abre a porta a mais municípios na gestão da Carris

Governo abre a porta a mais municípios na gestão da Carris

O secretário de Estado do Ambiente, José Mendes, mostrou-se favorável à participação dos municípios vizinhos de Lisboa na gestão da Carris. A propriedade e gestão da empresa não sairão do município, afiançou o governante.
Governo abre a porta a mais municípios na gestão da Carris
Bruno Simão
Bruno Simões 08 de fevereiro de 2017 às 13:34

O Governo vê com bons olhos a entrada de outros municípios na gestão da Carris, que actualmente pertence apenas ao município de Lisboa. O secretário de Estado do Ambiente, José Mendes, disse que "é possível" fazer-se "qualquer melhoramento" no modelo de gestão da empresa. "Não excluo que a gestão da Carris possa ter qualquer forma de participação de outros municípios que possam ter interesse nisso", assumiu esta manhã, à margem de uma conferência sobre mobilidade, em Viseu.

 

José Mendes lembrou que "a componente da rede da Carris que está fora da cidade de Lisboa é inferior a 10%, são aquilo que se designam de pequenas antenas. Ou seja, a extensão de algumas redes. Mas de facto existe".

 

A propriedade e a gestão da Carris passaram para a câmara municipal de Lisboa a 1 de Fevereiro, mas o PCP mostrou-se crítico dessa opção, tendo já apresentado um pedido de apreciação parlamentar sobre o decreto-lei que concretiza essa transferência (bem como a passagem da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto – STCP para quatro municípios). Chegou a temer-se que a Carris pudesse, aliás, ser um novo problema na geringonça, como foi a descida da Taxa Social Única.

 
Carris continua na câmara de Lisboa

O secretário de Estado do Ambiente, que tem a tutela dos transportes públicos urbanos, lembrou que PCP "já disse que não está em causa a revogação do diploma, o que significa que a operação de alienação da Carris ao município de Lisboa não está em causa". Ou seja, "significa que a Carris continuará propriedade do município de Lisboa".

 

A participação dos outros municípios dentro da gestão da câmara de Lisboa terá de ser acertada no detalhe. "A forma como são desenhadas as redes, como é gerida a rede de transporte operada pela Carris, eventualmente, pode ter aqui alguma geometria variável, mas é aquilo que ainda vai ser discutido", sublinhou. O debate do pedido de apreciação parlamentar está marcado para 24 de Fevereiro.

 

Quando anunciou que não vai pedir a cessação de efeitos do diploma que transfere a Carris para o município de Lisboa, o PCP prometeu apresentar propostas de alteração que mantenham a Carris no Sector Empresarial do Estado. O Bloco de Esquerda já defendeu que a Carris seja gerida por todos os municípios que são servidos pela empresa. O próprio PS admitiu, no início do mês, que a gestão da empresa pudesse contar com a participação dos restantes municípios em que a Carris opera.

Entre os cinco municípios que são servidos pela Carris, só Loures é que tem estado a pressionar uma gestão a nível intermunicipal.




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comentários mais recentes
Nem de avião Há 2 semanas

Os maquinistas do metro já há alguns anos ganham mais que os pilotos da TAP, agora os condutores da carris querem recuperar o tempo perdido . . .

O Importante é . . . Há 2 semanas

Saber quem e como suporta o prejuizo da "gestão" da carris - é que eu já pago 110 % de taxas na água, mais taxa de proteção civil, mais interdição mo meu carro circular em 50% de Lisboa, . . . e não me apetece pagar as "borlas" que aí veem . . . populistamente !

João PCP sempre mas não este Há 2 semanas

Tristeza de ver um PC travestido a perder a sua identidade por umas migalhas destes xuxas que combatemos no passado. Jerónimo de Sousa e a comite central de camaradas actuais destrói o verdadeiro PCP.

Anónimo Há 2 semanas

Mais uns tachos, porque as panelas não são suficientes

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