Construção Governo diz que condições para limpeza das bermas das estradas têm de ser analisadas

Governo diz que condições para limpeza das bermas das estradas têm de ser analisadas

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou este sábado que as condições legais e operacionais da limpeza das bermas das estradas terão de ser analisadas.
Governo diz que condições para limpeza das bermas das estradas têm de ser analisadas
Paulo Duarte/Negócios
Lusa 24 de junho de 2017 às 12:43

"É um processo que, como tudo o que ocorreu, tem de ser analisado", disse aos jornalistas o membro do executivo, que realiza este sábado, 24 de Junho, uma visita por Pedrógão Grande, um dos concelhos do interior norte do distrito de Leiria fortemente afectados pelo incêndio que começou no dia 17.

Pedro Marques recordou que a concessionária, a Ascendi, fez uma "ceifa integral até aos três metros" da faixa de combustível próxima à estrada nacional 236-1, entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, onde morreram a maioria dos 64 mortos provocados pelo incêndio.

"Há muita complexidade no acesso à propriedade privada. Há um conjunto de características que torna mais difícil aquilo que é a limpeza a dez metros, que já é uma limpeza selectiva, que já não implica abate de árvores", notou o ministro do Planeamento e Infraestruturas.

No entanto, Pedro Marques referiu que "há muito trabalho a fazer, nomeadamente o acesso a propriedades privadas e a complexidade desse processo".

Segundo o ministro, há que apurar "se as condições legais e operacionais que existem são as adequadas em situações como esta".

Apesar disso, o membro do executivo socialista frisou que "um fogo daquelas condições não é com três ou dez metros de limpeza" que é travado.

"Aquele fogo foi absolutamente extraordinário, que levou às ocorrências trágicas como as que tivemos naquele troço" da nacional 236-1, realçou.

Dois grandes incêndios deflagraram há uma semana na região Centro, tendo obrigado à mobilização de mais de dois milhares de operacionais.

Estes incêndios, que deflagraram nos concelhos de Pedrógão Grande e Góis, consumiram cerca de 53 mil hectares de floresta [o equivalente a 53 mil campos de futebol] e obrigaram à evacuação de dezenas de aldeias.

O fogo que deflagrou em Escalos Fundeiros, em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, alastrou a Figueiró dos Vinhos e a Castanheira de Pera, fazendo 64 mortos e mais de 200 feridos.

As chamas chegaram ainda aos distritos de Castelo Branco, através do concelho da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra, mas o fogo foi dado como dominado na quarta-feira à tarde.

O incêndio que teve início no concelho de Góis, no distrito de Coimbra, atingiu também Arganil e Pampilhosa da Serra, sem fazer vítimas mortais. Ficou dominado na manhã de quinta-feira.

 




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mais votado Anónimo Há 4 semanas

Para entender a crise de equidade e sustentabilidade que tem afectado as economias desenvolvidas e posto territórios como os de Portugal e Grécia nas más bocas do mundo, é fundamental perceber que para uns serem excedentários ou pagos acima do preço de mercado, outros têm que pagar mais caro quando consomem bens e serviços, pagar mais taxa de imposto quando são tributados, obter menor retorno sobre o investimento quando investem, poupar menos quando aforram... viver menos anos quando se aventuram na via pública.

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Anónimo Há 4 semanas

Tenho a solução para acabarem com os fogos, basta cortar todas as árvores acima do Tejo, criamos um 2º Alentejo e o problema fica resolvido e transformamos o país no 1º produtor mundial de vinho, de trigo, chícharo ou grão de bico...ou no 2º deserto do Saará.

Anónimo Há 4 semanas

Os mafiosos do costume, onde lhes cheira dinheiro começam a movimentar-se em força, os tentáculos da corrupção entrou em funcionamento....faz-me recordar uma empresa que funcionou em Espanha que ganhava todos os concursos de limpeza de matas.
Cá quem serão os sócios visíveis e os ocultos?

Anónimo Há 4 semanas

No tempo do Salazar havia umas pessoas que tinham a profissão de cantoneiros que se dedicavam a limpar as bermas das estradas e agora?

Anónimo Há 4 semanas

Com PPP ou só um P ou o outro P, onde existe excedentarismo, rigidez do mercado laboral e não existem nem mercado de capitais nem gestão de recursos humanos orientada por e para o mercado, a alocação de factores produtivos torna-se mais cedo ou mais tarde desadequada porque a inovação e a adaptabilidade que só as forças de mercado são capazes de fomentar, ficam cristalizadas e acabam por morrer.

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