Energia Governo espanhol anuncia fecho da central nuclear da Garoña

Governo espanhol anuncia fecho da central nuclear da Garoña

O Executivo de Mariano Rajoy decidiu não autorizar o pedido de renovação da autorização de exploração da central, determinando o seu encerramento ao fim de 42 anos de actividade.
Governo espanhol anuncia fecho da central nuclear da Garoña
Angel Navarrete/Bloomberg
Negócios 01 de agosto de 2017 às 13:15

O Governo espanhol anunciou esta terça-feira, 1 de Agosto, o encerramento definitivo da central nuclear de Santa María de Garoña (Burgos), a mais antiga do país.

 

Segundo informou o ministro espanhol da Economia, Álvaro Nadal, numa conferência de imprensa, o Executivo decidiu não autorizar o pedido de renovação da autorização de exploração da central, o que determinará o seu encerramento ao fim de 42 anos de actividade.

 

A uma semana do fim do prazo para o Governo espanhol tomar a decisão, Nadal explicou que a ordem ministerial que o Executivo tem de emitir "será de recusa" da continuidade da exploração porque as "circunstâncias actuais" não garantem um nível de certeza suficiente, referindo-se à oposição de todos os grupos políticos da oposição à sua reabertura, e à falta de entendimento entre as proprietárias da sociedade gestora da central, a Iberdrola e a Endesa.  

 

A decisão do Governo surge depois de, em Fevereiro, o Conselho de Segurança Nuclear ter emitido um relatório favorável à renovação da autorização de exploração da central – cujas actividades cessaram em Dezembro de 2012 – desde que fossem tomadas certas medidas e o Governo aprovasse a sua reabertura.

 

Segundo explica o El Mundo, a bola estava assim do lado do Governo, já que as empresa donas da Nuclenor não chegaram a um acordo sobre a proposta da Iberdrola para desistir do pedido feito em 2014 para reactivar a central até 2031.

 

A central deixou de produzir electricidade no final de 2012, depois de o Governo ter lançado um novo imposto sobre o combustível que, segundo a Nuclenor, teria um custo insuportável.  




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Anónimo Há 3 semanas

Fechar todas. Hoje, amanhã e depois, não fazerem falta.

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