Empresas Governo espera concluir primeiro co-investimento com 200M antes de Novembro

Governo espera concluir primeiro co-investimento com 200M antes de Novembro

O Governo espera concretizar a primeira operação de co-investimento com o fundo 200M antes de Novembro, afirmou o secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, em Londres, onde apresentou o programa a potenciais investidores.
Governo espera concluir primeiro co-investimento com 200M antes de Novembro
Miguel Baltazar
Lusa 15 de fevereiro de 2017 às 00:34

"Estamos a finalizar pormenores e a regulamentação deve ser publicada dentro de 2-3 meses. Gostava de ter o primeiro dinheiro investido antes da próxima Web Summit", disse o secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, numa apresentação na incubadora Second Home, na capital britânica.

 

O programa "200M - Co-invest with the best" conta com 200 milhões de financiamento público português e incentiva os privados, nacionais ou estrangeiros, a investirem na mesma proporção, potenciando um total de investimento de 400 milhões de euros. A iniciativa tem dois objectivos: segurar empreendedores portugueses em Portugal, ao mesmo tempo que atrai investidores internacionais com experiência para ajudar com o desenvolvimento dos negócios.

 

A prioridade vai ser dada a investimentos em startups de Ciências da Vida, Biotecnologia, Tecnologias de Informação, Digital, Turismo e indústria 4.0 (nanotecnologia, Internet das Coisas ou robótica).

 

Para beneficiar do investimento, a empresa tem de ter a sede em Portugal, mas pode ser criada por estrangeiros. O Estado está disposto a co-financiar investimentos de entre um mínimo de 500 mil euros e um máximo de 3,75 milhões.

 

Para Maria Dramalioti-Taylor, sócia-administradora da Beacon Capital, um fundo de investimento em startups de tecnologia, o 200M "é uma tentativa interessante" de atrair investidores para Portugal.

 

"A melhor coisa para uma 'startup' ser interessante é estar avançada em termos tecnológicos ou na comercialização e não ter medo de ir para os mercados globais", afirmou. Os investidores, disse à Lusa, só vão interessar-se por uma 'startup' portuguesa "se a proposta [de negócio] for boa", mas Dramalioti-Taylor acredita que este fundo pode ajudar a quebrar uma eventual resistência sobre ir para Portugal.

 

O secretário de Estado da Indústria termina esta quarta-feira uma visita de três dias a Londres, onde se encontrou com potenciais investidores e visitou as instalações das tecnológicas Farfetch e Seedrs, fundadas pelos portugueses José Neves e Carlos Silva, respectivamente. 




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comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Não há cursos de programação, não há mão-de-obra disponível em Portugal, as universidades e politecnicos não formam recursos suficientes, há uma imensa procura por programadores e não existem no mercado. Que tal começar a olhar para o ensino e abrir cursos tecnológicos ???

DJ viajante Há 1 semana

A ideia e boa mas pergunto: onde vai buscar mao-de-obra altamente especializada no caso de uma bio? O ensino esta de rastos e no ultimo ano nivelou-se por baixo acabando com privado, exames, fecho de escolas e aumento de alunos e e e e

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