Web Summit Governo lança linha de 200 milhões para start-ups

Governo lança linha de 200 milhões para start-ups

Novo programa para financiar gestoras de capital de risco será anunciado pelo primeiro-ministro na segunda-feira, durante uma sessão com cerca de 600 investidores paralela à Web Summit. Privados entram com mais 200 milhões.
Governo lança linha de 200 milhões para start-ups
Pedro Elias

O Expresso avança na edição deste sábado que o Governo vai disponibilizar mais 200 milhões para apoiar o empreendedorismo. Uma informação adiantada também ao Negócios pelo secretário de Estado da Industrialização, João Vasconcelos. Porque o programa é co-financiado, ao todo serão 400 milhões para investir em start-ups, já que aos 200 financiados pelo Estado juntar-se-á, na mesma proporção, o dinheiro de privados.

 

Segundo explicou o governante com a pasta do empreendedorismo, em entrevista ao Negócios e à Antena 1, este financiamento irá privilegiar gestoras de capital de risco com competência comprovada e experiência em áreas específicas. 

 

"Nós queremos atrair os melhores investidores. E não só investidores de capital de risco. Pela primeira vez, nós valorizamos os investidores que tenham ‘know-how’ da indústria, especialização", adiantou João Vasconcelos. "Nós queremos investidores que estejam à vontade com digital, com robótica, com biotecnologia, com farmacêutica, com renováveis".

O concurso será aberto a investidores portugueses e estrangeiros. "Estes investidores é que vão dar mundo às nossas empresas. Eu não estou satisfeito em ter empreendedores portugueses, por causa da sua base científica, terem de ir buscar financiamento a Boston ou a Londres ou outros sítios, quando temos os instrumentos financeiros em Portugal", acrescentou o secretário de Estado.

 

De acordo com João Vasconcelos, o anúncio oficial do 200M, como se chama o programa, será feito pelo primeiro-ministro na Venture Summit, uma conferência paralela à Web Summit, que na segunda-feira reúne cerca de 600 investidores em Lisboa.

 

A nova linha de 200 milhões será financiada por fundos do Portugal 2020 e chegará aos investidores e às empresas durante o próximo ano. Recentemente a Instituição Financeira de Desenvolvimento concluiu o concurso de atribuição de 100 milhões de euros a 26 gestoras de capital de risco e de 18 milhões a "business angels". Este último valor será duplicado com o lançamento de um novo concurso.

 

O 200M faz parte do Startup Portugal, a estratégia nacional para o empreendedorismo. Lançada em Março de 2016, esta estratégia é composta por 15 medidas que se dividem em três grandes áreas: ecossistema, financiamento e internacionalização.

No âmbito do vector do financiamento, uma das medidas revelada no início do ano era já fomentar o co-investimento com capitais de risco. Dias antes de ser apresentada esta estratégia, o ministro Caldeira Cabral revelou que o Governo destinaria 400 milhões de euros para este fim.


O objectivo, segundo foi apontado na altura, passava sobretudo por atrair fundos internacionais com conhecimento especializado nas áreas de investimento. Os principais critérios para os fundos poderem beneficiar deste co-investimento estavam relacionados com o sector em que pretendem actuar e com o "track record", ou seja o histórico de investimentos nessa área.




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mais votado JCG Há 4 semanas

Para que tudo isto não passe de uma moda/ carnaval para morrer na 4º feira, é preciso criar uma cultura de empreendedorismo. Só que agora requere-se empreendedorismo num patamar mais alto do que o nosso habitual (do café, mercearia ou oficina de vão-de-escada ou barracão) e isso só é possivel se encostado ao sistema de ensino, desde o básico até ao superior, envolvendo escolas e outros diversos parceiros (Câmaras; escolas profissionais; empresas; associações empresariais; sindicatos; etc.), por forma a incentivar e a acelerar a geração de ideias consubstanciáveis em projetos de negócio com alguma viabilidade, desde logo porque surgidas em contexto de ambiente técnico e tecnológico evoluído e apoiante. Não esquecer que ao espírito empreendedor devem ser acrescentadas capacidade e competências de organização e gestão.

comentários mais recentes
JCG Há 4 semanas

É por isso que defendo 2 medidas básicas: 1ª a criação de cadeiras de empreendedorismo nos vários graus de ensino escolar; 2ª a criação de núcleos ou departamentos de empreendedorismo em todas as escolas/ faculdades profissionais e especialmente nas superiores. Estes departamentos teriam dois eixos básicos de actuação: a) animar o contexto empreendedor juntando vontades, energias, disponibilidades, capacidades, etc. e b) construir e manter um centro de documentação e informação (sobre comércio externo; fundos e apoios; etc.) e de inventariação e análise dos recursos e potencialidades na sua área regional de influência.

JCG Há 4 semanas

Para que tudo isto não passe de uma moda/ carnaval para morrer na 4º feira, é preciso criar uma cultura de empreendedorismo. Só que agora requere-se empreendedorismo num patamar mais alto do que o nosso habitual (do café, mercearia ou oficina de vão-de-escada ou barracão) e isso só é possivel se encostado ao sistema de ensino, desde o básico até ao superior, envolvendo escolas e outros diversos parceiros (Câmaras; escolas profissionais; empresas; associações empresariais; sindicatos; etc.), por forma a incentivar e a acelerar a geração de ideias consubstanciáveis em projetos de negócio com alguma viabilidade, desde logo porque surgidas em contexto de ambiente técnico e tecnológico evoluído e apoiante. Não esquecer que ao espírito empreendedor devem ser acrescentadas capacidade e competências de organização e gestão.

Anónimo Há 4 semanas

A noticia peca por duas razoes:primeira as linhas de credito dentro da gerigoucada sao sempre ditadas pelo ministro LAMBIDINHO,segunda falta:falta aqui a comparticipacao da EU neste mais rega ha fartura o que nao vai alem do papel.Nao ha meio de aparecer o raio da CREDIBILIDADE,sem isto pouco feito.

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