Construção Governo quer que construtoras que saíram com a crise regressem às obras em Portugal

Governo quer que construtoras que saíram com a crise regressem às obras em Portugal

O primeiro-ministro, António Costa, manifestou hoje o desejo que as empresas de construção que saíram do país com a crise em busca de melhores condições no estrangeiro, regressem às obras públicas em Portugal.
Governo quer que construtoras que saíram com a crise regressem às obras em Portugal
Lusa 11 de agosto de 2017 às 16:26
Intervindo na sessão de consignação da obra de desassoreamento do rio Mondego, em Coimbra, António Costa frisou que a intervenção, orçada em cerca de quatro milhões de euros, "representa o regresso da Mota-Engil ao mercado nacional", felicitou a construtora que venceu o concurso e disse esperar que outras empresas regressem ao mercado nacional.

"Aquilo que nós desejamos é que as empresas portuguesas que desenvolveram em 30 anos enormes competências na engenharia, enormes competências na capacidade de execução de obra, voltem a encontrar em Portugal um mercado tão atractivo como felizmente têm conseguido encontrar em muitos pontos do mundo", disse o primeiro-ministro.

"Digo a Mota-Engil como digo todas as outras empresas, a quem desejo que em próximos concursos se apresentem e tenham a capacidade de ganhar esses concursos", adiantou.

António Costa considerou "essencial" que as empresas internacionalizadas "não deixem de ter a oportunidade de também em Portugal poderem realizar trabalho" porque ao fazê-lo contribuem para o crescimento da economia portuguesa e "é o emprego em Portugal que está também a aumentar".

Na intervenção, António Costa disse ainda que o se o Governo quer dar continuidade à trajectória "muito boa" que tem vindo a conseguir na redução do desemprego, tem de aumentar o investimento.

Considerou uma "agradável notícia" os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) que apontam para a criação de 180 mil empregos, "em termos líquidos", desde o início da entrada em funções do actual executivo e, simultaneamente, a queda na taxa de desemprego, que está abaixo da "barreira" dos 9%.

"O investimento privado, felizmente, tem aumentado muito bem mas o investimento público tem também de continuar a aumentar, como se vê faz falta e é necessário. Seguramente, não precisaremos de grandes intervenções em vias rodoviárias", disse o primeiro-ministro.

"Há investimentos públicos para aumentar a nossa inserção nas redes globais, nos portos, nos aeroportos, na ferrovia, que continua a ser necessário", argumentou.