Energia Governo quer recuperar até 500 milhões de euros da EDP

Governo quer recuperar até 500 milhões de euros da EDP

A ERSE está a calcular os valores pagos à eléctrica nos últimos 10 anos. O Governo prevê recuperar até 500 milhões de euros em rendas excessivas.
Governo quer recuperar até 500 milhões de euros da EDP
Bruno Simão
Negócios 10 de junho de 2017 às 11:37

O Governo está a trabalhar para tentar recuperar o dinheiro que foi pago à EDP nos últimos 10 anos, de acordo com o Expresso.

 

As contas ainda não estão concluídas, mas os números apontam para cerca de 500 milhões de euros.

 

O jornal adianta que o Governo está à espera de um relatório da Entidade Reguladora da Energia (ERSE), que está a analisar os Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC). Posteriormente será encontrado o valor considerado pago como "rendas excessivas".

 

O Orçamento do Estado para este ano tinha incluído o "ajustamento final dos custos" pagos no âmbito dos CMEC e estipulava como meta para a entrega do estudo o primeiro semestre deste ano.

 

O Expresso diz que o trabalho da ERSE deverá estar concluído no Verão. O Ministério da Economia decidirá depois os valores a exigir, bem como deverá definir os preços da electricidade para 2018. 

Recorde-se que António Costa teceu duras críticas, esta semana, ao sector eléctrico por causa das chamadas rendas excessivas. E que há uma investigação a decorrer que já levou à constituição de quatro arguidos: António Mexia, presidente da EDP, João Manso Neto, actual presidente da EDP Renováveis, Pedro Furtado e João Conceição, da REN.

O processo investiga crimes de corrupção e participação económica em negócio, num caso que está relacionado com as compensações pela cessação de contratos de aquisição de energia, em 2007.




A sua opinião14
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 12.06.2017

Costa devia andar atarefado com os SMS aos jornalistas e com nomeações xuxa, porque entretanto acordou e descobriu que o sector energético estava "deportado". Quem ouve este camarada a falar pensaria, "olha chegou a um governo pela primeira vez..". Pois, mas Costa já anda nestas andanças à muito e, devo admitir que de burro este não tem nada. Portanto finge-se de "galdéria virgem e ofendida". Gostava de saber como pretende Costa e o gang exonerar 500 milhões de Euros aos Chineses. Porque estes, estarão com certeza de braços e pernas abertas receptivos à ideia. Ou irá Costa bater o pé a Pequim, como NÃO fez na UE? Irá Costa oferecer algo aos chineses? Não me parece..Até porque já não há muito para oferecer..Portanto Costa, abafa o caso EDP/Manuel Pinho com "converseta" apoiado pelo palerma de corda Marcelo. E a conivência dos camaradas Jerónimos e Catarinas. E o povo bate palmas..De contente..Não sei quem é mais desprezivel se o aldrabão chefe, se os que querem ser enganados.

Anónimo 11.06.2017

O Mexia não foi à reunião dsa Bilderberg. Porquê? Será que já sabia da visita do DCIAP? A EDP/Mexia são mesmo poderosos. Quanto ao Governo, vai borrar as calças. Pagamos 2,5 mil milhões. Ministerio Publico diz que fomos enganados em mil milhões e o nosso Costa do afetos fala de 500 milhões! Saldos!

Anónimo 11.06.2017

EDP e o Mexia manipularam o sistema e deram contrapartidas como patrocinios a quem negociou com eles. São culpados. Deixemos a justiça funcionar. Já são arguidos. Mas a responsabilidade será do Primeiro Ministro se acabar com este roubo das rendas. A escolha é sua Sr. PM. O POVO aguarda.

Anónimo 11.06.2017

Um monpólio ou oligopólio (bancário, energético, sindical...) está longe de poder ser considerado um mercado não distorcido. Um mercado distorcido é um "mercado", mas não é mercado. É como um tecido canceroso, que é um "tecido", mas não é tecido. Quando alguém minimamente saudável ouve falar em tecido no contexto da biologia, a primeira imagem que vem à consciência não é seguramente a de um tumor. Assim é com o mercado, não ocorre a ninguém a figura de um mercado distorcido, do tumor, quando alguém se lhe dirige usando a palavra mercado.

ver mais comentários
pub