Aviação Governo terá palavra a dizer se TAP quiser vender manutenção

Governo terá palavra a dizer se TAP quiser vender manutenção

Pedro Marques garante que qualquer alteração futura na unidade de manutenção da TAP em Portugal ou Brasil passa pelo conselho de administração, onde o Estado está representado. Já sobre alterações ao acordo de empresa, diz que o Estado estará na posição de mediador.
Governo terá palavra a dizer se TAP quiser vender manutenção
Miguel Baltazar
Maria João Babo 07 de fevereiro de 2018 às 14:28

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, garantiu esta quarta-feira, 7 de Fevereiro, no Parlamento que "não há qualquer decisão" da TAP relativamente a uma venda de participação na TAP Manutenção e Engenharia em Portugal e sublinhou que estas são "matérias estratégicas, em que o Governo tem palavra a dizer na TAP".

"Alterações futuras na Manutenção aqui ou no Brasil são materiais estratégicas que passam pelo conselho de administração da TAP, onde representantes do Estado terão palavra a dizer", afirmou Pedro Marques na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, acrescentando que "neste momento não há decisão nesse sentido".

O ministro respondia a questões colocadas pelo PCP, que numa questão dirigida no final de Janeiro ao gabinete de Pedro Marques referia que "foi divulgado por parte da TAP a intenção de privatização de 50% da Manutenção e Engenharia Portugal, pelo que estariam neste momento à procura de um investidor para avançar com o processo de venda".

Relativamente à denúncia do acordo de empresa dos tripulantes de cabine e às intenções da companhia aérea, Pedro Marques salientou tratar-se de uma matéria da comissão executiva da TAP, cujos elementos são indicados pelos accionistas privados da empresa.

"Preferimos sempre a negociação do acordo", afirmou o governante, explicando que esta é uma matéria em que, em qualquer caso, "o Estado coloca-se numa perspectiva de mediação".

Ainda assim, disse valorizar "o facto de ter sido retirado o pré-aviso de greve e de haver mais espaço para negociação". "Esperamos que negociação chegue a bom termo, que tenha resultados", disse o ministro.




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