Transportes Governo com "muita vontade de recomeçar diálogo" com taxistas

Governo com "muita vontade de recomeçar diálogo" com taxistas

O ministro do Ambiente sublinha a importância de avançar com o pacote para a modernização do sector do táxi. Matos Fernandes quer mais veículos eléctricos e admite tarifas específicas para aeroportos e portos.
Governo com "muita vontade de recomeçar diálogo" com taxistas
Bruno Simão/Negócios
Maria João Babo 12 de outubro de 2016 às 13:57

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, garantiu esta quarta-feira no Parlamento, no final da audição na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, ter "muita vontade de recomeçar o diálogo" que foi interrompido sobre a modernização do sector do taxi.

 

"Sempre conversamos com associações de taxistas e sempre dissemos duas coisas. Nós aceitamos o papel central que os táxis têm na mobilidade urbana e como tal queremos mesmo desenvolver um pacote para a sua modernização", afirmou.

 

Matos Fernandes disse aos deputados estar "interessadíssimo" em que o pacote para a modernização do sector do táxi avance, sublinhando que este "está adormecido do lado das associações de taxistas que quiseram discutir outras matérias."

 

O governante sublinhou na audição na comissão, requerida pelo PCP, que "não há forma de modernizar um sector económico impondo investimentos". E acrescentou que o Governo quer neste âmbito garantir que boa parte dos táxis de Lisboa e Porto sejam eléctricos admitindo que "nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro se for o caso", assim como nos portos que recebem navios de cruzeiros, " ter regimes tarifários específicos que facilitem a relação entre taxista" e cliente.

 

Matos Fernandes sublinhou que a porta para o diálogo está aberta, sendo que não estão novas reuniões marcadas nem solicitadas entre o Governo e as associações de táxis, que pretendem continuar a contestar a regulamentação elaborada pelo Executivo para as plataformas electrónicas como a Uber e a Cabify.

 

"Para reunir comigo não é preciso fazer bloqueios do trânsito em Lisboa", disse o ministro.

 

Matos Fernandes salientou a importância de rever a chamada lei do táxi, designadamente um conjunto de regras de acesso à actividade, sendo que "estamos a falar de um serviço público e iremos fazê-lo necessariamente com quem o representa, as associações"

 

Depois de concluído o período de consulta pública do decreto-lei do Governo que regulamenta as plataformas electrónicas que fornecem serviços de transportes, Matos Fernandes disse que o Executivo está agora a apreciar os contributos.

 

"Há um conjunto de sugestões  que achamos que merecem a pena ser integradas", afirmou, adiantando contudo que em matérias como as regras para as entidades, as regras para operações e sobre os veículos "ninguém se pronunciou".

 

"Sobre os  motoristas há um conjunto de pequenas sugestões que foram feitas e há sugestões no domínio da protecção do consumidor como seja a adesão voluntária destas entidades a um centro arbitral de conflitos de consumo", disse o ministro, revelando que não foram recebidas sugestões por parte das associações dos taxistas.




A sua opinião7
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 12.10.2016



VAMOS RACIOCINAR FRIAMENTE:

COMO JÁ TENHO UMA IDADE AVANÇADA, A UBER JÁ NÃO ME VAI FAZER GRANDE MOÇA, MAS VERIFIQUEMOS O SEGUINTE:

COMO NÃO SE ADIVINHA QUE HAJA UM GRANDE AUMENTO DE UTILIZADORES, POR CADA NOVO "EMPREGADO" DA UBER, É UM TAXISTA QUE PERDE O EMPREGO.

O COLABORADOR DA UBER TRABALHA A RECIBOS VERDES, LOGO:
A UBER NÃO PAGA SEGURANÇA SOCIAL E O TRABALHADOR GANHARÁ ZERO, QUANDO ESTIVER DOENTE OU TENHA O CARRO AVARIADO.

A UBER PAGA O IRC NOS ESTADOS UNIDOS.

A FACTURAÇÃO DA UBER SÓ SE TORNA EFECTIVA QUANDO O UTILIZADOR FIZER O DOWNLOAD DA MESMA.

O EXEMPLO DADO PELOS SECRETÁRIO DE ESTADO AOS FALAR NAS FARMÁCIAS E CABELEIROS EÉ DE PERFEIRA IGNORÂNCIA.

PARA ABRIR UM CABELEIRO OU UMA FARMÁCIA, NÃO BASTA QUERER. HÁ REGRAS DE CONTIGENCIAÇÃO E LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

comentários mais recentes
Univ 16.10.2016

Afinal os taxis também já têm uma App de nível mundial, igual à da uber e 100% portuguesa. Segundo os engenheiros portugueses, a mesma tem mais funcionalidades e conta também com direito a avaliação (5 Estrelas) e comentários no final de cada corrida ( www.taxi-link.com ).

Anónimo 13.10.2016


PCP . BE . PS entregam o sector dos táxis ao grande capital estrangeiro (DE BORLA).

Viva o capitalismo de esquerda (UBER, Cabify, …)


(O CDS não faria melhor)

Anónimo 12.10.2016

Pois se não começar voçês sabem que eles vão partir esta m toda.

Anónimo 12.10.2016



VAMOS RACIOCINAR FRIAMENTE:

COMO JÁ TENHO UMA IDADE AVANÇADA, A UBER JÁ NÃO ME VAI FAZER GRANDE MOÇA, MAS VERIFIQUEMOS O SEGUINTE:

COMO NÃO SE ADIVINHA QUE HAJA UM GRANDE AUMENTO DE UTILIZADORES, POR CADA NOVO "EMPREGADO" DA UBER, É UM TAXISTA QUE PERDE O EMPREGO.

O COLABORADOR DA UBER TRABALHA A RECIBOS VERDES, LOGO:
A UBER NÃO PAGA SEGURANÇA SOCIAL E O TRABALHADOR GANHARÁ ZERO, QUANDO ESTIVER DOENTE OU TENHA O CARRO AVARIADO.

A UBER PAGA O IRC NOS ESTADOS UNIDOS.

A FACTURAÇÃO DA UBER SÓ SE TORNA EFECTIVA QUANDO O UTILIZADOR FIZER O DOWNLOAD DA MESMA.

O EXEMPLO DADO PELOS SECRETÁRIO DE ESTADO AOS FALAR NAS FARMÁCIAS E CABELEIROS EÉ DE PERFEIRA IGNORÂNCIA.

PARA ABRIR UM CABELEIRO OU UMA FARMÁCIA, NÃO BASTA QUERER. HÁ REGRAS DE CONTIGENCIAÇÃO E LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub