Indústria Governo dá luz verde a investimento de 36 milhões na fábrica da Renova

Governo dá luz verde a investimento de 36 milhões na fábrica da Renova

Com este investimento, a empresa presidida por Paulo Pereira da Silva espera aumentar o volume de negócios para 143,7 milhões de euros em 2021.
Governo dá luz verde a investimento de 36 milhões na fábrica da Renova
Direitos Reservados
André Cabrita-Mendes 10 de Outubro de 2016 às 10:37
A fábrica da Renova em Torres Novas vai ser alvo de um investimento com o objectivo de aumentar a capacidade de produção da unidade.

São 36,3 milhões de euros para comprar uma nova máquina de papel com capacidade para produzir 32 mil toneladas por ano. O investimento vai também servir para construir o edifício destinado à sua instalação.

O investimento foi celebrado pelo Governo e a AICEP com a Renova, segundo o despacho publicado esta segunda-feira, 10 de Outubro, em Diário da República.

Em relação ao número de postos de trabalho, o projecto vai criar cinco postos de trabalho altamente qualificados, numa "região de baixa densidade populacional e de indicadores de riqueza inferiores à média nacional", para além da requalificação de três postos de trabalho já existentes.

Com este investimento, a empresa presidida por Paulo Pereira da Silva espera aumentar o volume de negócios para 143,7 milhões de euros em 2021, com as exportações a crescerem para 60,1 milhões.

"A nova máquina de papel permite a utilização, pela primeira vez a nível nacional e europeu, de um novo processo de produção de papel tissue, que não só é mais eficiente como proporciona assinaláveis vantagens em termos de qualidade e de economia de matérias-primas e de energia", pode-se ler no documento assinado pelo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral.

A marca portuguesa vai assim conseguir com este processo produtivo "obter um produto com espessura e capacidade de absorção de água superior aos produtos fabricados com recurso à tecnologia convencional, assim como a introdução de novos produtos premium".

Com este aumento de produção, a Renova vai instalar em França "uma unidade de transformação de papel tissue com forte potencial de expansão futura e uma capacidade adequada ao volume de vendas nos mercados da Bélgica, da França, do Luxemburgo e dos Países Baixos, que ronda as oito mil toneladas por ano, o equivalente a 10% das vendas totais do grupo".

Estes investimentos vão permitir à Renova "centralizar em Portugal a sua produção de papel em bobine, reduzindo o preço de transporte, reforçar o seu posicionamento diferenciado e único e aumentar a sua dimensão face às grandes empresas existentes no sector a nível mundial".



A sua opinião4
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 4 semanas

Acho brilhante que as empresas portuguesas invistam e se modernizem. Não tenho dúvida nenhuma, mas absolutamente nenhuma que, a qualquer momento a geringonça vai fazer alarde deste tipo de investimento. Mas friamente, será isto que se pretende com dinheiro (mais) fácil? 36 milhões de investimento (bom para o Excel) para 5 postos de trabalho? Quem é que afinal vai ganhar? Naturalmente e bem, o dono. Depois, vem a geringonça dizer que são contra os patrões ricos. 7 milhões por um posto de trabalho, só beneficia a entidade patronal. Mas à geringonça importa é dizer que há investimento. Depois não se queixem.

comentários mais recentes
Então e o Diabo pá? Há 4 semanas

Ficou em casa? lol

nin Há 4 semanas

O governo vai apoiar um investimento de milhões para uma empresa que não precisa de empréstimos criar 5 (cinco) postos de trabalho. Palavras para quê?

Anónimo Há 4 semanas

Acho brilhante que as empresas portuguesas invistam e se modernizem. Não tenho dúvida nenhuma, mas absolutamente nenhuma que, a qualquer momento a geringonça vai fazer alarde deste tipo de investimento. Mas friamente, será isto que se pretende com dinheiro (mais) fácil? 36 milhões de investimento (bom para o Excel) para 5 postos de trabalho? Quem é que afinal vai ganhar? Naturalmente e bem, o dono. Depois, vem a geringonça dizer que são contra os patrões ricos. 7 milhões por um posto de trabalho, só beneficia a entidade patronal. Mas à geringonça importa é dizer que há investimento. Depois não se queixem.

Anónimo Há 4 semanas

FP e CGA - SEMPRE A ROUBAR À GRANDE

E não deixa de ser anedótico que o contribuinte que vê a sua reforma cada vez mais longe e mais baixa, ainda seja chamado para pagar as reformas da CGA.

Fica aqui a lista do pilim que a CGA consome ao OE (e que todos os contribuintes pagam):

Milhares de € - Pordata

Ano - Receitas CGA / Trf Orç. Estado / Despesa total

2008 - 2.298.320,0 / 3.396.097,0 / 6.705.927,0

2010 - 3.453.777,2 / 3.749.924,6 / 7.489.193,3

2012 - 2.846.863,0 / 4.214.632,7 / 7.196.785,9

2015 - 4.927.319,1 / 4.601.342,3 / 9.528.661,4

pub