Transportes Greve pára comboios na véspera do feriado de sexta-feira

Greve pára comboios na véspera do feriado de sexta-feira

As organizações sindicais do sector ferroviário decidiram hoje manter a greve para dia 30, véspera do feriado de sexta-feira, e afirmam que "a esmagadora maioria" da circulação de comboios será afectada, não havendo serviços mínimos.
Greve pára comboios na véspera do feriado de sexta-feira
Miguel Baltazar
Lusa 28 de novembro de 2017 às 18:02

"Fomos informados pelo IMT [Instituto da Mobilidade e dos Transportes] de que não há resposta da tutela, não há nenhum elemento novo, e por isso mantemos a decisão de avançar com a greve", disse à agência Lusa o dirigente da FECTRANS, José Manuel Oliveira.

 

A decisão surge depois da reunião de hoje das organizações sindicais subscritoras do pré-aviso de greve que serviu, por sua vez, para analisar o resultado do encontro de segunda-feira com a CP.

 

Em causa está a nova regulamentação para o sector ferroviário, que deverá entrar em vigor em Setembro, e que a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS) considera que "diminui as condições de segurança no sector ferroviário".

 

Segundo o dirigente da FECTRANS, a greve vai afectar "tanto o transporte de passageiros como o de mercadorias" e vai ter um "forte impacto, quer pela adesão, quer pela abrangência".

 

José Manuel Oliveira diz que a greve "terá implicações na esmagadora maioria da circulação ferroviária do dia 30 e também nos comboios de longo curso que arrancam no final do dia 29 e que terminam já no dia 30".

 

O tribunal arbitral decidiu não marcar serviços mínimos, segundo a decisão publicada na página da internet do Conselho Económico e Social (CES).

 

"Não se afigura adequado, ao abrigo dos critérios constitucionais e legais, a definição de serviços mínimos relativos à circulação das composições de transporte de passageiros, por se tratar de uma greve de curta duração, de um dia apenas", lê-se no acórdão.

 

A greve foi convocada pelas organizações sindicais de várias empresas do sector ferroviário -- CP, IP, Medway, Takargo.

 

A Lusa contactou a CP que, para já, não comenta o protesto. 




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mais votado Anónimo Há 1 semana

No Primeiro Mundo, faz-se boa gestão de recursos humanos, combate-se o excedentarismo com prontidão e dessa forma a economia prospera e desenvolve-se para outros patamares que não aqueles a que Portugal e Grécia sob resgate se auto-impuseram por manifesta falta de seriedade e discernimento de políticos e outros seus líderes. "Os Caminhos de Ferro Federais Suíços anunciaram que irão executar um corte adicional de 300 colaboradores na empresa em relação ao que a organização já havia anunciado no último ano no decorrer do seu programa de redução de custos denominado RailFit20/30. No total, 1400 postos de trabalho estão destinados a desaparecer da organização até 2020" ("Swiss Federal Railways says it will make 300 more job cuts than it had announced last year under its ‘RailFit20/30’ cost-savings programme. In all, 1,400 jobs are now slated to be on the chopping block by 2020") https://www.swissinfo.ch/eng/business/cost-savings_swiss-railways-announces-further-job-cuts-by-2020/42465444

comentários mais recentes
É DO BOLSO DE NÓS TODOS QUE TUDO SAI ... Há 1 semana

O PCP, ATRAVÉS DE DECISÃO DO SEU COMITÉ CENTRAL, CONTINUA NA SENDA DA CHANTAGEM GREVISTA.
CONTA, PARA O EFEITO, COM OS SEUS PEÕES DE BREGA CGTP, ASSIM COMO COM OS AGITADORES PROFISSIONAIS / PARASITAS ARMÉNIO CARLOS E DEMAIS MÁRIOS NOGUEIRAS.

A GREVE É UM DIREITO, MAS USADA COM RESPONSABILIDADE.

Anónimo Há 1 semana

"Se queremos investir mais na qualidade da educação, na qualidade do sistema de saúde e nos serviços públicos não podemos consumir todos os recursos disponíveis com quem trabalha no Estado" - António Costa (Tunísia, Novembro de 2017) www.jornaldenegocios.pt/economia/financas-publicas/orcamento-do-estado/detalhe/costa-nao-podemos-consumir-todos-os-recursos-com-quem-trabalha-no-estado-se-queremos-investir-na-educacao-e-saude

Anónimo Há 1 semana

Um total de até 1400 despedimentos estão planeados na empresa municipal de transportes de Londres por causa de uma ajuizada reestruturação que se impõe aos olhos de todos e o muito responsável e equilibrado presidente eleito da cidade prontamente aprova. Os despedimentos afectarão o sobredimensionado e obsoleto departamento de engenharia, extremamente caro e ineficiente tal como está montado e estruturado, assim bem como determinados departamentos do próprio metropolitano de Londres - London Underground. Ao que se sabe, a Inglaterra progride e avança, dona do seu próprio destino, e ainda dá cartas no mundo. Já outros... "Up to 1,400 job losses are planned at Transport for London because of spending cuts, according to unions. The cuts will affect engineering and parts of London Underground, said the Rail, Maritime and Transport union." (7 de Novembro de 2017) www.mirror.co.uk/news/politics/1400-job-losses-transport-london-11481728

Camponio da beira Há 1 semana

Em 1983 os maquinistas eram a 17ª profissão mais bem paga, (isto dito recentemente por um deles)e aquela cambada de energúmenos, passavam a vida a fazer greves nas sextas para obrigarem os 30 e tal mil mlitares do SMO a andarem à boleia, pois muito poucos tinham autocarro compativel.

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