Aviação Greve parcial de seguranças sem afectar voos nos aeroportos

Greve parcial de seguranças sem afectar voos nos aeroportos

Convocada pelo SITAVA, a paralisação de cinco dias, que inclui o período da Páscoa, será feita durante duas horas diárias, no início dos turnos, e poderá levar a perturbações.
Greve parcial de seguranças sem afectar voos nos aeroportos
Bruno Simão/Negócios
Lusa 14 de abril de 2017 às 10:10

A greve parcial dos trabalhadores das empresas de vigilância e segurança privada não está a afectar os voos nos aeroportos nacionais, disse à Lusa uma fonte da ANA - Aeroportos de Portugal.

Fonte da empresa gestora dos aeroportos portugueses, contactada pela Lusa, afirmou que "a greve não tem estado a afectar as operações nos aeroportos" e que "não se registaram nem atrasos nem cancelamentos devido à greve".

O segundo dia de greve parcial teve início às 04:00 e terminou às 06:00.

A Lusa tentou contactar o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação civil (SITAVA), para obter os dados deste segundo dia de paralisação, mas até às 08:30 não foi possível.

Na quinta-feira, primeiro dia de paralisação, o SITAVA indicou uma adesão de 60% no aeroporto de Lisboa e de 50% na infraestrutura do Porto.

A greve parcial dos trabalhadores de empresas de vigilância e segurança privada dos aeroportos nacionais começou na madrugada de quinta-feira para exigir revisão de salários e horários, e esperavam-se constrangimentos para os passageiros.

Convocada pelo SITAVA, a paralisação de cinco dias, que inclui o período da Páscoa, será feita durante duas horas diárias, no início dos turnos, e poderá levar a perturbações.

O SITAVA acusa as empresas de vigilância e segurança privada de não aceitarem rever os salários, congelados desde 2011, e de desregularem os horários de trabalho destes trabalhadores, estimados em mais de mil.

Por seu lado, a Associação de Empresas de Segurança lamentou a greve parcial e afirmou que as propostas do sindicato mostram-se "seriamente comprometedoras da sustentabilidade financeira das empresas", ao implicarem um "incremento directo de custos superior a 30%, ameaçando, com isso, a destruição definitiva de emprego neste sector".


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