Tecnologias Há 8 portuguesas no ranking da Deloitte das tecnológicas com mais rápido crescimento

Há 8 portuguesas no ranking da Deloitte das tecnológicas com mais rápido crescimento

No Deloitte Technology Fast 500 EMEA, um ranking que revela as empresas tecnológicas europeias com um crescimento rápido, há oito companhias nacionais. A lista com as 500 tecnológicas com crescimento mais rápido é encabeçada pela britânica Deliveroo.
Há 8 portuguesas no ranking da Deloitte das tecnológicas com mais rápido crescimento
Bloomberg
Ana Laranjeiro 13 de dezembro de 2017 às 13:08

A consultora Deloitte elaborou, pelo 17º ano, o Deloitte Technology Fast 500 para a Europa, Médio Oriente e África. Nesta lista das empresas tecnológicas com mais rápido crescimento, há oito portuguesas, de acordo com a informação que é possível encontrar no site da consultora.

A primeira tecnológica nacional surge na 39º posição e é a Dixtior, uma firma de consultoria, nascida em 2013, e que conta com clientes o Volkswagen Bank, o angolano Banco Sol e o Caixa Totta, de acordo com a informação presente no site.

A Cycloid Technology and Consulting é a segunda empresa lusa no ranking da Deloitte. Ocupa a 210º posição. Nasceu em 2005 e é especialista, segundo a informação presente na sua página, em multimédia, desenvolvimento de software e soluções de Big Data para operadores de telecomunicações e fornecedores de conteúdos. Já desenvolveu soluções nomeadamente para a RTP, SIC e Renascença, bem como para Huawei, Alcatel-Lucent e Ericsson.

A TOMI World é a terceira empresa, ocupando o lugar 316º. Foi esta empresa que desenvolveu uma espécie de tablets gigantes que podem ser encontrados nomeadamente em locais públicos, como é o caso do Metro de Lisboa. Em 2014, o CEO da empresa, José Agostinho, dizia ao Negócios que o objectivo desta solução é prestar "informações úteis seguindo um critério de proximidade, privilegiando as opções que o utilizador tem mais perto de si e em total integração com o telemóvel/'smartphone'". No ano passado, na altura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a tecnológica decidiualargar a sua presença ao Brasil.

A Appgeneration "uma empresa que nasceu da revolução das aplicações" e que "acredita que as apps estão a mudar o mundo e que quer ser parte dessa mudança", como se apresenta no seu site, é outra das empresas portuguesas presente nesta lista. Ocupando a 343º posição, esta firma do Porto já desenvolveu, segundo a informação presente no site, várias aplicações, que estão disponíveis tanto na loja de apps da Apple como na Play Store da Google.

A quinta companhia portuguesa é a Fixeads. A empresa que pertence ao grupo sul-africano Naspers e que em Portugal tem sites como o OLX, Standvirtual e Imovirtual ocupa a 383ª posição.

A Take the Wind, que fornece soluções inovadoras digitais para a área de saúde, é a sexta empresa nacional nesta lista, estando no lugar 384,segundo a informação presente no site.

A FindMore é uma consultora que opera na área das tecnologias de informação. A sétima portuguesa da lista ocupa a 414º posição.

E, por fim, a Affinity ocupa a posição 448. Esta é a consultora especializada em tecnologias e sistemas de informação. "É um orgulho estarmos novamente na lista de empresas com maior crescimento na região EMEA. O trabalho que temos vindo a desenvolver nestes últimos anos, o nível de qualidade e profissionalismo dos nossos técnicos e a aposta em novos produtos é sinal do nosso investimento, que se traduz no crescimento que é agora reconhecido", refere Carlos Correia, CEO da Affinity, em comunicado enviado às redacções.

Lista encabeçada pela britânica Deliveroo

A lista da Deloitte é liderada pela britânica Deliveroo, uma plataforma de entrega de comida. A segunda empresa na lista é a germânica Lesara GmbH e, em terceiro lugar está a islandesa Guide to Iceland.

Paul Sallomi, Deloitte Global Technology, Media & Entertainment, e Telecommunications, Industry Leader, em comunicado da Deloitte, presente no site, adianta "a Fast 500 deste ano é liderada por organizações com um crescimento sem precedentes". "À medida que a tecnologia continua a evoluir, o ranking de empresas de 2017 mostra que cada indústria está a pronta para a transformação, o que tem impacto tanto para os consumidores e empresas de todos os sectores", acrescentou.

(Notícia corrigida às 14:44. O nome da primeira empresa portuguesa no ranking chama-se Dixtior e não Dixtor)




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mais votado Anónimo 13.12.2017

Pagar mensalmente a cada um de 3 directores de uma organização a quantia de 10 mil euros sem qualquer necessidade ou justificação económica ou pagar 1000 euros a 30 colaboradores com cargos não directivos que também ocupem um posto de trabalho efectivo sem qualquer necessidade ou justificação por estarem em demasia na organização ou por existir uma tecnologia muito mais económica, e por ventura mais eficiente, que os pode substituir, é exactamente a mesma coisa. É eu e a minha família, sem nada termos a ver com isso, sermos extorquidos mensalmente em 30 mil euros para de forma indecorosa entregar o fruto desse saque a outrem, sem qualquer razão ou fundamento válido. Isto pode-se passar, e em Portugal passa-se constantemente, com fundos públicos entregues a uma instituição de solidariedade social, subsídios estatais e isenções fiscais avulsas e discricionárias a empresas públicas ou privadas, ou num qualquer serviço público flagelado pelo sobreemprego a nível directivo e não directivo.

comentários mais recentes
Anónimo 13.12.2017

Foi lamentável o que aconteceu em Pedrógão Grande e em Tancos por causa do investimento público ter sido cortado pelo governo socialista para o nível mais reduzido desde 1960 para equilibrar contas públicas pressionadas pela patologicamente extensa e criminosamente hiperinflacionada folha salarial e de pensões do Estado. É igualmente lamentável Portugal não ser sede de multinacional criadora de valor ao nível do excepcional calibre daquelas que a economia da Holanda de Dijsselbloem tão bem conhece desde há muito e tão orgulhosamente pare ou perfilha.

Anónimo 13.12.2017

Pagar mensalmente a cada um de 3 directores de uma organização a quantia de 10 mil euros sem qualquer necessidade ou justificação económica ou pagar 1000 euros a 30 colaboradores com cargos não directivos que também ocupem um posto de trabalho efectivo sem qualquer necessidade ou justificação por estarem em demasia na organização ou por existir uma tecnologia muito mais económica, e por ventura mais eficiente, que os pode substituir, é exactamente a mesma coisa. É eu e a minha família, sem nada termos a ver com isso, sermos extorquidos mensalmente em 30 mil euros para de forma indecorosa entregar o fruto desse saque a outrem, sem qualquer razão ou fundamento válido. Isto pode-se passar, e em Portugal passa-se constantemente, com fundos públicos entregues a uma instituição de solidariedade social, subsídios estatais e isenções fiscais avulsas e discricionárias a empresas públicas ou privadas, ou num qualquer serviço público flagelado pelo sobreemprego a nível directivo e não directivo.

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