Empresas Há escravatura nos barcos do Douro? O CDS-PP quer resposta do Governo

Há escravatura nos barcos do Douro? O CDS-PP quer resposta do Governo

O CDS-PP questionou o Ministério do Trabalho sobre a alegada existência de “escravatura laboral” nos barcos turísticos no Douro, instando o Governo “a clarificar a sua veracidade e, sendo verdade, que medidas podem e estão a ser tomadas para resolver a situação”.
Há escravatura nos barcos do Douro? O CDS-PP quer resposta do Governo
A Douro Azul, do empresário Mário Ferreira, é o maior operador turístico no rio Douro.
Rui Neves 13 de setembro de 2017 às 19:21

Na passada sexta-feira, 8 de Setembro, o Público publicou um extenso trabalho sobre a alegada existência de "escravatura laboral" no negócio dos barcos turísticos no rio Douro, citando Gonçalo Gomes, "ex-trabalhador de três empresas de passeios fluviais", que descreveu um cenário "de medo e precariedade" entre os cerca de 500 trabalhadores que laboram nestas embarcações.  

 

Esta quarta-feira, 13 de Setembro, o CDS-PP questionou o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre esta matéria, acrescentando que, "além das denúncias sobre o não cumprimento dos salários acordados, bem como das folgas e horário de trabalho, refere-se ainda a falta de condições de dormida, higiene e alimentação dos trabalhadores".

 

Para o CDS-PP, "o Governo tem de perceber que o crescimento do turismo representa para si uma enorme vantagem, quer porque cria empregos, quer porque gera mais receita e activa a economia. E o sector privado precisa de sentir que está a fazer a sua parte na construção das bases para um turismo sustentável".

 

O CDS-PP entende, "por tudo isto", ser "necessário clarificar a veracidade" das denúncias sobre o que se passa, a nível laboral, a bordo das embarcações turísticas no Douro, "e, sendo verdade, que medidas podem e estão a ser tomadas para resolver a situação". 

Numa tripla pergunta entregue na Assembleia da República, o CDS-PP requer à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), através do Ministério do Trabalho, respostas sobre esta matéria.

 

"Tem a ACT conhecimento das denúncias feitas pelos trabalhadores das operadoras de turismo do Douro?" é a primeira pergunta formulada pelos deputados Hélder Amaral, Filipe Anacoreta Correia e António Carlos Monteiro, que querem também respostas a estas questões: "Que medidas estão a ser tomadas para averiguar da veracidade destas acusações e resolver, no imediato, a situação dos trabalhadores?" e "Com que periodicidade são realizadas inspecções às empresas em causa pela ACT? Quantos processos foram instaurados nos últimos anos? Com que resultados?"

 

Num "post" publicado na sua página no facebook, o empresário Mário Ferreira, dono da Douro Azul, maior operadora turística no rio Douro, nega a existência das práticas denunciadas por Gonçalo Gomes.

 

Sobre este auto-intitulado porta-voz da Plataforma Laboral e Popular (PLP), Mário Ferreira classifica-o como "um terrorista social, um homem que aparenta uma grave perturbação mental", que "tem uma postura de culto a Che Guevara mas com um estilo próprio de terrorista e anarquista", e que "tem nos últimos meses feito várias ameaças a muitos operadores turísticos no Douro".



(notícia actualizada às 19:50)




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mais votado Anónimo 14.09.2017

Escusado será dizer que os sindicalistas não concordam com a versão de Mário Ferreira. E também queriam aumentos porque achavam que andavam a oferecer trabalho muito abaixo do seu preço de mercado. Alguns até defendiam convictamente que tinham andado a trabalhar literalmente de graça. Por outras palavras, queriam que eu lhes pagasse mais nas facturas, nas contribuições e nos impostos. Não, obrigado.

comentários mais recentes
Leonardo 09.10.2017

Esta atitude do CDS foi Roubada ao BE, será que quem votava BE vai votar CDS? não me parece. Será que quem votava CDS vai continuar a votar?

Yalioblio 06.10.2017

Só pela resposta ordinária e mal fundamentada deste sabujo Mário Ferreira fico a saber que é uma pessoa(?) da pior espécie.

Carlos 27.09.2017

Averiguar sem ligar aí que se diz e depois se verá quem tem razão

José Pedro Orey 20.09.2017

É absolutamente falsa a notícia do Público, e é grave o CDS/PP vir com insinuações nesse sentido. Andar embarcado não é fácil, com certeza, e nesse ponto estamos todos de acordo, mas isso todos sabem lo à partida, estar longe de casa e em constante movimento, carece de caracteristicas especias.

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