Tecnologias Hollywood já chegou aos hospitais para ajudar a salvar vidas

Hollywood já chegou aos hospitais para ajudar a salvar vidas

Uma história de como os filmes inspiraram um engenheiro a criar um software que permite aos médicos prepararem melhor as suas cirurgias.
Hollywood já chegou aos hospitais para ajudar a salvar vidas
Bloomberg
André Cabrita-Mendes 07 de dezembro de 2016 às 19:30

Os filmes produzidos em Hollywood encantam pessoas em todo o mundo há 100 anos. Mas a indústria cinematográfica não se limita só a entreter e serve de inspiração para ajudar quem mais precisa.


Os filmes, a animação e os efeitos especiais foram o ponto de partida para Klaus Engels. Este engenheiro alemão queria dar mais ferramentas aos médicos para fazerem diagnósticos e depois preparar as cirurgias e inspirou-se na tecnologia usada nas películas.

Tornou-se assim no engenheiro que levou Hollywood directamente para as salas de cirurgias em hospitais de todo o mundo. O software por si criado permite cruzar dados de um paciente como radiografias e ecografias para fazer uma animação que vai dar ao médico uma visão mais aumentada e alargada, em imagens 3D, sobre o problema que tem à sua frente para resolver.

Klaus Engels é engenheiro na Siemens e foi premiado pela empresa como o melhor inventor do ano, num encontro com jornalistas na sede da empresa na cidade alemã de Munique que decorreu esta quarta-feira, 7 de Dezembro.

"Porque é que o sector da saúde se deve contentar com menos do que os filmes de Hollywood? Usando radiografias e ecografias podemos obter excelentes imagens do corpo humano", disse o engenheiro durante o evento "Shaping digitalization".Desta forma, as imagens do corpo humano surgem "mais realistas" no software criado por si, e com uma "melhor sensação de profundidade", o que é essencial para preparar as cirurgias.

Além de facilitar o trabalho dos profissionais de saúde, também serve, por exemplo, para explicar melhor aos pacientes e à sua família a razão pela qual a cirurgia vai ser realizada. "O feedback dos profissionais de saúde tem sido muito positivo", revelou Klaus Engels.

São precisamente este tipo de invenções que levam a companhia a continuar a sua aposta na criação e desenvolvimento de novos produtos e serviços. Assim, o orçamento com investigação e desenvolvimento vai atingir os cinco mil milhões de euros em 2017, mais 300 milhões face a 2016. Desde 2014 e até ao final de 2017, a empresa alemã prevê gastar mais 25% na inovação.

Uma das empresas que nasceu desta aposta na inovação foi a start-up Caterva. Esta empresa criada por um ex-colaborador da Siemens, Roland Gersch, desenvolve baterias caseiras, ou seja, armazena a energia produzida pelos painéis solares de cada casa, o que vai permitir, primeiro, usar durante a noite a energia produzida quando o sol brilha, em caso de excedente, é possível vender o restante à rede e rentabilizar este investimento.

* - jornalista em Munique, a convite da Siemens




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