Banca & Finanças Horta Osório: "Stock da Cunha finalizou o negócio de forma brilhante"

Horta Osório: "Stock da Cunha finalizou o negócio de forma brilhante"

Compra do negócio de cartões do Bank of America pelo Lloyds teve dedo do ex-líder do Novo Banco. Horta Osório salientou a recuperação do poderio do banco que lidera no Reino Unido.
Horta Osório: "Stock da Cunha finalizou o negócio de forma brilhante"
Tiago Freire 20 de dezembro de 2016 às 16:00
O Lloyds deu hoje mais um sinal de normalização, ao anunciar a compra do negócio de cartões de crédito do Bank of America no Reino Unido, por 1,9 mil milhões de libras. Negócio que teve "dedo" de outro português, para além de Horta Osório.

"Como é sabido, o Eduardo regressou ao Lloyds exactamente para liderar a área de fusões e aquisições e esteve envolvido. Pegou no dossier que já estava em curso e finalizou-o de forma brilhante", explica António Horta Osório em declarações ao Negócios, falando do ex-presidente do Novo Banco.

Quanto à operação, "este é o terceiro grande sinal de que o Lloyds está totalmente recuperado". Depois do início de pagamento de dividendos, em 2014, e da devolução ao Estado de 17,5 dos 20,5 mil milhões injectados no banco, este regresso ao movimento expansionista "é, assim, o terceiro grande sinal, uma aquisição que faz sentido para nós. Temos os melhores rácios de capital do sector em Inglaterra, temos uma geração de força financeira que permite este movimento", explica o banqueiro. 

Em geral, "nós temos uma quota de mercado de 25%, mas nesta área dos cartões de crédito temos apenas 15%, pelo que esta foi uma oportunidade de ganharmos os 11% de quota que o Bank of America estava a vender", revela, acrescentando que "é uma operação que terá um retorno de 17% logo no segundo ano, o que compara muito bem com os 9,5% que são o nosso custo de capital, para além de que o risco fica da parte do vendedor. E há muitas sinergias a tirar da integração de plataformas, a nossa e a do Bank of America, em termos de backoffice".

 
Quanto ao financiamento do negócio, não foi preciso endividamento, explica Horta Osório. "A operação foi financiada exclusivamente com geração interna de capital, temos uma geração orgânica de 3,5 mil milhões de libras anuais, e esta operação consome 1,9 mil milhões".




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joao andrade 22.12.2016

e que tal estes 2 senhores a gerirem as empresas do estado que só dao prejuizos milionarios? o pais andava bem melhor com menos emprestimos e juros

É com votos como o teu que o Passos foi ao Poder 21.12.2016

Caro Anónimo do comentário : "ESTES DOIS SENHORES BANQUEIROS TIRARAM O LLOYDS DA FALÊNCIA TÉCNICA ...", só omites é à custa de quantos despedimentos o conseguiram, que é como quem diz, quantos dramas familiares originaram.

Anónimo 21.12.2016

Estes dois senhores banqueiros tiraram o Lloyds da falência técnica. Muito mérito desses Portugueses emigrantes que já têm reconhecimento devido das entidades reguladoras mundiais... ao contrário de muitos Portugueses que só sabem falar mal...

Camponio da beira 21.12.2016

Tão bem gerido que dava mais prejuizo que pagava de salarios.

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