Turismo & Lazer Portugal apresenta-se em Macau como uma "porta para a Europa"

Portugal apresenta-se em Macau como uma "porta para a Europa"

Em Macau, onde decorre o congresso das agências de viagens portuguesas, estão marcadas reuniões com congéneres chineses. Tudo para desenvolver um mercado que recebeu este ano o primeiro voo directo para Lisboa e já cresce 40%.
Portugal apresenta-se em Macau como uma "porta para a Europa"
Wilson Ledo 23 de novembro de 2017 às 07:31

Portugal apresentou-se esta terça-feira, 23 de Novembro, em Macau como uma "porta de entrada da China na Europa". A expressão é de Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, que lembrou ainda a importância da posição de Portugal como ponte para a América e África.

 

Em Julho arrancou o primeiro voo directo entre Portugal e a China, pela Beijing Capital Airlines, permitindo uma conexão a Macau. Os resultados já se estão a fazer sentir: até Setembro, mais 40% de turistas em termos homólogos. Foram cerca de 191 mil os turistas chineses a chegar ao país. O ritmo é para manter no próximo ano, acredita Ana Mendes Godinho.

 

Por isso mesmo, durante o 43º Congresso da APAVT - Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo, 45 agências de viagens e operadores turísticos portugueses vão juntar-se com 45 congéneres chinesas, num encontro em registo de "speed dating", para tentar fechar parcerias e até mesmo negócios.

 

A nível político também há um "intenso programa de reuniões" agendado. Um dos tópicos que Ana Mendes Godinho e a comitiva do Turismo de Portugal, liderada por Luís Araújo, vão discutir é o intercâmbio de alunos de hotelaria. Assim, os hotéis nacionais vão procurar preparar-se para a enchente esperada de turistas chineses.

 

"Não há dúvida que o mercado chinês é um mercado de futuro", concluiu a secretária de Estado. Para ganhar escala e mais motivos de interesses para este público, a promoção portuguesa está a ser feita de forma conjunta, com Espanha. Mas em sentido inverso, a China - e mais concretamente Macau - quer aprender (novamente) com os portugueses.

 

Alexis Tam, secretário para os Assuntos Sociais e Cultura de Macau, lembrou o protocolo assinado com Caldeira Cabral em 2016 para a cooperação no turismo entre os dois territórios. Numa altura em que Macau procura diversificar a sua oferta "em várias frentes - como a afirmação do seu património da UNESCO - e deseja estadias mais longas, Tam deixa claro o convite: "os profissionais de turismo portugueses têm em Macau uma boa base para aproveitar as oportunidades".

 

Da parte da APAVT, que representa as agências de viagens, essa vontade encontra resposta. Pedro Costa Ferreira, na abertura deste congresso, recordou a "honra e alegria" do evento em regressar a Macau, parte de uma "região que vai marcar o desenvolvimento económico da década", a China.

 

Há mais de 600 participantes neste congresso. São parte de um sector do turismo que investiu 1.500 milhões de euros nos últimos dois anos, segundo anunciou Ana Mendes Godinho. Só no último ano surgiram 538 novas agências de viagens e três mil empresas de animação turística. E as distinções também não têm faltado: 2.500 entre Janeiro e Junho de 2017, com destaque para os World Travel Awards.

 

 Jornalista em Macau, a convite da APAVT)




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