Aviação Humberto Pedrosa: “A TAP tem-me tirado muito o sono”

Humberto Pedrosa: “A TAP tem-me tirado muito o sono”

Em entrevista ao Eco, o empresário, que detém 61% da companhia aérea através do consórcio Atlantic Gateway, reconheceu a preocupação com a empresa e deu conta das dificuldades de negociação com os bancos, nomeadamente com a CGD.
Humberto Pedrosa: “A TAP tem-me tirado muito o sono”
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 20 de janeiro de 2017 às 10:54

Humberto Pedrosa, que entrou no capital da TAP, em conjunto com David Neeleman, admitiu alguma preocupação com a companhia aérea.

"Sim, a TAP tem-me tirado muito o sono. É verdade, mas no fundo não estou arrependido, e não estou arrependido porque gosto de fazer coisas, gosto de desafios e eu acho que a TAP para além de ser uma companhia que não é fácil, é uma companhia que tem muita coisa para fazer, há muito trabalho para ser feito e é isso também que me entusiasma. E se me pergunta se fosse hoje voltava a entrar na TAP? A resposta é sim eu voltava a entrar na TAP", salientou o empresário, dono da Barraqueiro, em entrevista ao Eco


Pedrosa referiu ainda que entre as questões que estão a travar a renegociação da dívida da TAP, conta-se o problema com os bancos portugueses. "O facto de a Caixa Geral de Depósitos, que era um dos bancos intervenientes, não ter conselho de administração fez com que houvesse aqui algum atraso, o Novo Banco também mudou o conselho de administração, tudo isto atrasou um pouco e, se calhar, da nossa parte também não atacamos logo com tanta rapidez as reuniões como seria necessário", reconheceu.


Humberto Pedrosa explicou ainda que "a pressa também era relativa uma vez que faltava a aprovação da ANAC. E sem isso a negociação com a banca também não nos interessava".


O montante em reestruturação da dívida da TAP é de 120 milhões de euros, de um total de 800 milhões, segundo o empresário.


Pedrosa deu ainda conta de "algum conforto" com a posição que o Estado irá assumir na companhia aérea de bandeira. "É algum conforto para nós privados estarmos de braço dado com o Estado numa operação que é importantíssima para o país, para a economia do país, uma companhia que requer muita atenção, muito investimento, por isso sinto-me confortável", referiu o empresário. 




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comentários mais recentes
Anónimo 20.01.2017

Para a economia de quem? Fazem da TAP uma coisa imprescindivel qdo nos tempos q correm n o é pelo menos no tamanho actual da TAP. Um pais de 10M em q mais de metade nem voa. Tudo com um base salarial altissima igual ao de outras companhias lá fora. Se fosse assim em todos os ramos de actividade..

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