Aviação Iberia faz terceiro despedimento em quatro anos para cortar 960 trabalhadores

Iberia faz terceiro despedimento em quatro anos para cortar 960 trabalhadores

A Iberia avançou com um despedimento colectivo para reduzir 960 trabalhadores. Este é o terceiro movimento de corte de trabalhadores que a empresa faz em quatro anos.
Iberia faz terceiro despedimento em quatro anos para cortar 960 trabalhadores
Denis Doyle/Bloomberg
Negócios 17 de agosto de 2017 às 15:27

A companhia de aviação Iberia vai avançar com o terceiro despedimento colectivo em quatro anos, com o objectivo de eliminar mais 960 postos de trabalho, noticiou o jornal espanhol Expansión. O número de trabalhadores atingidos fica ligeiramente abaixo dos 1.000 inicialmente previstos para este expediente de regulação de emprego (ERE), figura jurídica prevista na legislação espanhola e que é comparável ao despedimento colectivo português.

 

De acordo com o sindicato independente de tripulantes de cabine (SITCPLA), a administração da empresa associada à British Airways não especifica qual o número de empregados por categoria profissional que vai ser afectado por este movimento. Em comunicado citado pela imprensa espanhola, o SITCPLA adianta que, no máximo, serão afectados 960 quadros. No entanto, segundo fontes da Iberia citadas pela EFE, o número de pessoas a dispensar não vá além das 955.

 

A informação disponibilizada há cerca de um ano pelo presidente da Iberia, Luis Gallego, sobre um futuro novo despedimento na companhia apontava para a necessidade de reduzir o número de trabalhadores nas áreas de manutenção, oficinas centrais e no "handling".

 

Fez três anos em Julho que a Iberia concluiu o seu mais recente ERE. Na altura, a companhia ficou com 16.500 trabalhadores no seu quadro de pessoal.



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mais votado Anónimo 18.08.2017

Escusado será dizer que os sindicalistas não concordam. E também queriam aumentos porque achavam que andavam a oferecer trabalho muito abaixo do seu preço de mercado. Alguns até defendiam convictamente que tinham andado a trabalhar literalmente de graça. Por outras palavras, queriam que eu lhes pagasse mais nas facturas, nas contribuições e nos impostos (e a oferta da Air Berlin que está em processo de falência por causa dos direitos sindicais excessivos, deixasse obviamente de ser "low-cost"). Não, obrigado.

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Anónimo 18.08.2017

Já na Air Berlin, falida, digam obrigado aos sindicatos dos inusitados direitos adquiridos vitalícios sempre a subir, à prova de condições de oferta e procura de mercado, blindados perante as melhores, mais adequadas e racionais técnicas e práticas da gestão, isentos da mais do que justificável implementação de tecnologia e inovação, económica e eficiente, amplamente disponível, tantas vezes alheios a qualquer zelo afecto ao processo de criação de valor, mas sempre prontos para extrair o máximo de valor que puderem extrair de Estados, economias e sociedades à custa dos mais elementares direitos, liberdades e garantias dos restantes agentes económicos seus concidadãos, sejam eles clientes, consumidores, contribuintes, utentes, inovadores, ofertantes de trabalho com elevada procura, empreendedores, accionistas ou investidores. https://eturbonews.com/77790/airberlin-trying-minimize-strike-effects-its-passengers-much-pos

Anónimo 18.08.2017

Escusado será dizer que os sindicalistas não concordam. E também queriam aumentos porque achavam que andavam a oferecer trabalho muito abaixo do seu preço de mercado. Alguns até defendiam convictamente que tinham andado a trabalhar literalmente de graça. Por outras palavras, queriam que eu lhes pagasse mais nas facturas, nas contribuições e nos impostos (e a oferta da Air Berlin que está em processo de falência por causa dos direitos sindicais excessivos, deixasse obviamente de ser "low-cost"). Não, obrigado.

Anónimo 17.08.2017

Ou fazem boa gestão de recursos humanos com natural e mais do que justificável recurso a despedimentos, ou deixam os sindicatos entrar em cena com rédea solta e daqui a uns poucos trimestres vão à falência como a Air Berlin.

General Ciresp 17.08.2017

Secalhar e assim:a companhia espanhola tira o podre mais que pode para nao alastrar ao que ainda resta,a tap entrega o podre a cozinheiros de 5*.

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