Media Impresa dispara 7% e renova máximos de Fevereiro do ano passado

Impresa dispara 7% e renova máximos de Fevereiro do ano passado

A empresa de media liderada por Francisco Pedro Balsemão voltou a viver uma sessão de ganhos, tendo terminado o dia a disparar mais de 7% e renovou um máximo de Fevereiro de 2016.
Impresa dispara 7% e renova máximos de Fevereiro do ano passado
Pedro Catarino
Negócios 28 de junho de 2017 às 17:57

Depois de ontem ter terminado a sessão a cair mais de 5%, a Impresa voltou a viver uma sessão de ganhos esta quarta-feira, 28 de Junho. Terminou o dia a subir 7,43% para 44,8 cêntimos. Mas durante o dia chegou a negociar nos 44,9 cêntimos, o que representa o valor mais elevado desde Fevereiro do ano passado.

Durante este dia, trocaram de mãos mais de 1,6 milhões de acções, enquanto a média diária dos últimos seis meses é superior a 747 mil títulos. A empresa liderada por Francisco Pedro Balsemão tem uma capitalização bolsista de 75,3 milhões de euros. E desde o início do ano já disparou 135,79%.


Esta evolução da empresa que detém publicações como a SIC e o Expresso tem lugar depois de no passado domingo a Altice ter confirmado estar interessada em comprar a Media Capital (que detém nomeadamente a TVI), tendo para o efeito iniciado já "interlocuções exploratórias" com a Prisa.


A Altice confirmou assim em comunicado enviado à CMVM "que iniciou interlocuções exploratórias com a Prisa relativas à potencial aquisição da participação da Prisa na Media Capital".


No curto comunicado que enviou à Media Capital, a empresa que em Portugal controla a Meo não revela mais detalhes sobre as conversações, referindo apenas que esta confirmação surge "em resposta a uma solicitação dirigida pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários". Isto porque o interesse da Altice em comprar a Media Capital voltou a ser notícia este fim-de-semana, já que o Expresso noticiou no sábado que a Altice estava a ultimar a compra da TVI.


Analistas têm dúvidas


Depois de a Altice ter confirmado o seu interesse na dona da TVI, os analistas manifestaram as suas dúvidas quanto à operação. Por um lado duvidam que este tipo de negócio crie valor para as operadoras. Por outro, divergem quanto ao futuro do sector.

"Tal como no caso dos conteúdos de futebol, não consideramos que a compra de uma operadora de televisão crie valor para o sector. Além disso, estamos cépticos sobre a estratégia de valor destes activos para as operadoras de telecomunicações", considera Pedro Oliveira, analista do BPI.


Perspectiva semelhante tem o analista do Haitong, Nuno Matias, que diz "não perceber a lógica" deste tipo de operação, até porque a compra da Media Capital por parte da Altice "poderá resultar apenas na instabilidade no que respeita ao acesso aos conteúdos" de uma "forma desnecessária".


Isto porque uma mais-valia para a Altice com a compra da dona da TVI era ter exclusividade na transmissão deste canal de televisão, o que, na óptica do Haitong, não acontecerá. Esta operação "será sujeita a medidas de regulação severas, algumas das quais retirarão a principal lógica estratégica do negócio", explica o analista do Haitong, que diz mesmo que a TVI é "o único activo relevante em questão".

 




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