Media Impresa soma 8,5% após maior queda diária de sempre

Impresa soma 8,5% após maior queda diária de sempre

A dona da SIC está a recuperar parte das perdas recentes. O volume volta a estar acima da média, havendo uma pressão compradora sobre a Impresa.
Impresa soma 8,5% após maior queda diária de sempre
Pedro Catarino
Diogo Cavaleiro 26 de julho de 2017 às 12:01

Depois das desvalorizações, a recuperação. As acções da Impresa já estiveram a disparar mais de 10% esta quarta-feira, 26 de Julho, corrigindo parcialmente após sete dias seguidos a perder terreno. Aliás, na última sessão, a empresa marcou a maior queda de sempre.

 

Os títulos da companhia de media presidida por Francisco Pedro Balsemão ganham 8,57% para valer 34,2 cêntimos, com quase 1,4 milhões de acções negociadas em menos de quatro horas de transacções. Em média, cada sessão costuma ter 986 mil títulos da Impresa a trocarem de mãos.

 

A subida, que já foi superior a 10% esta manhã, ocorre depois de ontem ter afundado 13,7%, a maior desvalorização diária de sempre – que foi acompanhada por um volume acima de 3,2 milhões de acções. A toada tem sido negativa nas últimas sessões: desde terça-feira da semana passada que os títulos da dona da SIC e do Expresso não subiam em relação aos preços das sessões anteriores.

 

Foi um período sempre a perder terreno, atribuída à emissão de dívida. A Impresa pretendia financiar-se em 35 milhões de euros, mas adiou, por duas vezes, o prazo para a colocação daquelas obrigações junto de investidores institucionais. No final do último prazo, a empresa cancelou a emissão, o que trouxe preocupações para os investidores, até porque o objectivo da operação era, em parte, refinanciar a dívida – em 2018, a Impresa tem de reembolsar 30 milhões de euros.

 

Apesar das quedas recentes, a Impresa ganha 80% desde o início do ano, com a expectativa de novidades no sector dos media. Recentemente, a Altice anunciou a compra da Media Capital e há analistas a antecipar que a operadora Nos pode olhar para a Impresa. A empresa justificou o cancelamento da emissão de obrigações com as "alterações recentes no sector dos media e ao impacto resultante no sentimento da comunidade de investidores".

 

No sector dos media, a Cofina está hoje a subir 3,27% para valer 44,2 cêntimos, e o índice europeu do sector segue a ganhar 0,60% em relação ao fecho de ontem.




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