Media Impresa "vê com grande preocupação" convergência no sector

Impresa "vê com grande preocupação" convergência no sector

Francisco Pedro Balsemão olha para a convergência nos media "com grande preocupação". Já Rosa Cullel avisa que só "as empresas fortes" vão conseguir ter investimento para lutar contra gigantes como a Google.
Impresa "vê com grande preocupação" convergência no sector
Bruno Simão/Negócios
Sara Ribeiro 27 de setembro de 2017 às 20:17

A presidente executiva da Media Capital, dona da TVI, Rosa Cullell, alertou esta quarta-feira para o facto de os media terem "de ter parceiros para entrar no digital. Não vamos conseguir competir num mercado com a Google ou a Amazon sem ser fortes".

 

Durante o debate do Estado da Nação dos media, durante o congresso da APDC, Rosa Cullell relembrou que as receitas publicitárias dos jornais e revistas têm caído a dois dígitos, ao passo que, até Agosto, no digital viram um crescimento de 18%. "Mas vamos ter de fazer ainda mais. Vamos ter de ir à procura de parceiros. Só as empresas fortes vão conseguir libertar financiamento para conseguir lutar com empresas como a Google. Temos de sair para fora, se não a alternativa é desaparecer", acrescentou.

 

"A publicidade vai continuar ser uma grande base das receitas no futuro", continuou, alertando, contudo, que não pode passar só por aqui. "Para isso vamos ter de ser ajudados pelos Governos e pelos reguladores". Além disso, é necessário estar em todas as plataformas, "não há outra forma de conseguir sobreviver".

 

O tema da compra da Media Capital pela Altice, dona da Meo, também foi abordado durante o debate. O presidente executivo da Impresa foi bastante crítico em relação à operação: "Vemos com grande preocupação este tipo de convergência no sector", disse Francisco Pedro Balsemão.

 

"A convergência terá graves problemas para o sector e não sou só eu que o digo", relembrando o parecer negativo da Anacom sobre a operação.  Francisco Pedro Balsemão aproveitou ainda para comentar que a convergência poderá ser negativa não só para a Impresa e outros grupos do sector,  "mas para a própria sociedade".

 




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