Banca & Finanças Impugnação à decisão de venda de 2% do BFA segue em tribunal

Impugnação à decisão de venda de 2% do BFA segue em tribunal

O BPI já foi notificado da impugnação, por quatro minoritários, da deliberação da AG que aprovou a venda de 2% do BFA à Unitel. E irá contestar.
Impugnação à decisão de venda de 2% do BFA segue em tribunal
Paulo Duarte
Isabel Aveiro 02 de fevereiro de 2017 às 20:45

O BPI foi já notificado, no dia 30 de Janeiro, "no âmbito de uma acção de impugnação de deliberações sociais", avançou o banco ao mercado, em comunicado, divulgado esta quinta-feira.

Em causa está uma acção "interposta por quatro accionistas, titulares, no conjunto, de 175.920 acções, representativas de 0,0121% do capital social do Banco BPI", em que é "impugnada a validade da deliberação da Assembleia Geral [AG]" da instituição financeira, liderada por Fernando Ulrich, tomada a 31 de Dezembro de 2016.

Na AG "foi aprovada a proposta do conselho de administração do banco BPI" da venda de "2% do capital social do Banco de Fomento Angola SA" (BFA), "à Unitel", nos "termos previstos no contrato de compra e venda celebrado entre aquelas duas entidades em 7 de Outubro de 2016".

O banco adianta desde já que "no prazo de que dispõe para o efeito" irá apresentar "a competente contestação", porque "entende que os fundamentos invocados para sustentar a invalidade da deliberação [da AG] em causa não procedem".

Adianta contudo que a "interposição da acção" e a "citação" do BPI "não suspendem os efeitos da deliberação impugnada".

No comunicado não são identificados os accionistas que contestaram a deliberação que aprova a venda de 2% do BFA à Unitel, mas, em Novembro passado, Tiago Violas, representante da família Violas Ferreira, maior accionista português do BPI, considerava a operação um "negócio ruinoso", citado pelo Jornal Económico.


Admitia então o gestor, segundo o mesmo jornal, uma "eventual impugnação da AG que deliberar a venda dos 2% do BFA à Unitel, caso essa iniciativa não parta dos accionistas minoritários aglutinados na ATM [associação de investidores]".




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comentários mais recentes
João Maria Tavares Há 2 semanas

Só é pena que os accionistas do BPI sejam obrigados a vender para não se confrontarem com a descida esperada da cotação como acontece sempre depois de uma OPA em que o capital acaba quase todo nas mãos do oferente. Já se sabe que o caixa vai ficar com a parte da Santoro, do Violas, da Allianz e...

Anónimo Há 3 semanas

O Violas sabe muito. Está nos negócios da banca há muito tempo, e sempre da mesma forma. Falou muito e afinal ficou quieto. Não será de averiguar se recebeu o que queria por fora?

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