Empresas Incêndio de Pedrógão Grande destruiu fábricas e deixou mais de 200 no desemprego

Incêndio de Pedrógão Grande destruiu fábricas e deixou mais de 200 no desemprego

O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, disse hoje que o incêndio também provocou mais de 200 desempregados no concelho, incluindo na fábrica Ener Pellets. No concelho de Castanheira de Pera, a Serração Progresso também ficou danificada pelo incêndio.
Incêndio de Pedrógão Grande destruiu fábricas e deixou mais de 200 no desemprego
Reuters
Lusa André Cabrita-Mendes 23 de junho de 2017 às 14:51

Mais de 200 desempregados e fábricas danificadas. É este, para já, o balanço que o trágico incêndio de Pedrógão Grande teve na economia local. Várias empresas foram assim afectadas por este incêndio, avançou o ministério do Planeamento e Infra-estruturas ao Negócios e segundo avança a agência Lusa.

O incêndio que começou no sábado destruiu por completo a fábrica Enerpellets em Pedrógão Grande. Ao lado desta unidade industrial, também ficou completamente destruida a empresa In Bark Solutions, que pertence ao grupo Enerpellets. 

Esta unidade tinha sido inaugurada em 2015, representando um investimento de dois milhões de euros para processar e tratar biomassa florestal de forma a obter casca de pinheiro "premium". Na altura, a empresa esperava começar a facturar entre 3,5 a 4 milhões de euros por ano. 

Também no concelho de Castanheira de Pera, o fogo destruiu um lagar. Já no concelho de Castanheira de Pera, o incêndio danificou a Serração Progresso Castanheirense.

"São para cima de 200 pessoas desempregadas [no concelho de Pedrógão Grande]", disse à Lusa o autarca local, Valdemar Alves.

 

O autarca explicou que uma das maiores empresas instalada no parque industrial de Pinheiro Bordalo, a Enerpellets, que produzia 'pellets', um combustível 100% natural e renovável, constituído exclusivamente por resíduos e subprodutos de biomassa florestal, ficou totalmente destruída e que ficam no desemprego mais de 40 pessoas.

 

Ainda na Graça, um lagar acabado de reconstruir e equipado com maquinaria nova, bem como uma indústria de madeira, foram afectadas pelo fogo.

 

Valdemar Alves disse que o futuro tem que ser encarado "com muita força", adiantou que o centro de emprego foi logo para o terreno e que as pessoas que ficaram sem emprego por causa do incêndio já foram identificadas.

 

"O centro de emprego veio para o terreno, as pessoas estão identificadas e vai haver subsídios para não ficarem, pelo menos, sem o ordenado mínimo", frisou.

 

Já em relação aos empresários que perderam as suas indústrias, o autarca foi taxativo: "Também estão com coragem, mas é uma grande chatice".

 

O autarca disse mesmo que o proprietário da Enerpellets já manifestou a intenção de adquirir uma empresa falida para reinstalar a sua indústria no sector da madeira e que quer também recuperar a unidade perdida e ficar posteriormente com as duas a laborar.

 

Dois grandes incêndios deflagraram no sábado na região Centro, provocando 64 mortos e mais de 200 feridos, tendo obrigado à mobilização de mais de dois milhares de operacionais.

 

Estes incêndios, que deflagraram nos concelhos de Pedrógão Grande e Góis, consumiram um total de cerca de 50 mil hectares de floresta [o equivalente a 50 mil campos de futebol] e obrigaram à evacuação de dezenas de aldeias.

 

O fogo que deflagrou em Escalos Fundeiros, em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, alastrou a Figueiró dos Vinhos e a Castanheira de Pera, fazendo 64 mortos e mais de 200 feridos.

 

As chamas chegaram ainda aos distritos de Castelo Branco, através do concelho da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra, mas o fogo foi dado como dominado na quarta-feira à tarde.

 

O incêndio que teve início no concelho de Góis, no distrito de Coimbra, atingiu também Arganil e Pampilhosa da Serra, sem fazer vítimas mortais. Ficou dominado na manhã de quinta-feira. 




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comentários mais recentes
Anónimo 23.06.2017

Vocês bancários subsidiados, tal como as legiões de excedentários de carreira da função pública a quem vocês concederam créditos avultados, já nos deram imenso prejuízo pois têm sido os grandes beneficiários da extorsão e pilhagem perpetrada ao Estado e à economia portuguesa desde há várias décadas. Os custos de oportunidade de ter que vos subsidiar são elevadíssimos e de muito difícil e remoto ressarcimento. Agora têm as vossas mãos manchadas de sangue.

Anónimo 23.06.2017

Pedrógão é também uma história de assassinos sindicais em Portugal, de uma jurisdição capturada por autênticos chulos dos direitos adquiridos onde nem a simples limpeza de áreas de segurança junto às estradas nacionais, no qual qualquer um poderia vender o teu trabalho braçal se não sobrasse orçamento para investimento em maquinaria silvícola, e o uso de aeronaves de combate a incêndios, se fazem.

Anónimo 23.06.2017

Afinal o diabo acabou por aparecer sr. Costa e pelo visto apanhou-o com as calças na mão, agora não se ri?....a sua entrevista na TVI só veio a confirmar o que disse o jornal espanhol EL MUNDO.

Conselheiro de Trump 23.06.2017

As fabricas ainda e o menos,o d.branca pega nelas e leva para a cidade da borga,para dar continuidade a (des)centralizacao do pais.A dor e que nos deitou por terra.

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