Indústria Incêndio na Sapec Setúbal causa dois feridos e obriga populações a ficar em casa

Incêndio na Sapec Setúbal causa dois feridos e obriga populações a ficar em casa

No local mantinham-se 45 elementos de várias corporações de bombeiros, apoiados por 17 veículos, além de 30 elementos e 10 máquinas da fábrica que produz adubos agroquímicos.
Incêndio na Sapec Setúbal causa dois feridos e obriga populações a ficar em casa
Negócios com Lusa 14 de fevereiro de 2017 às 09:02

A Protecção Civil Municipal apelou esta terça-feira, 14 de Fevereiro, à população das localidades de Praias-do-Sado e Faralhão para não saírem de casa e para calafetar portas e janelas até que desapareça a nuvem de fumo provocada pelo incêndio em dois armazéns de enxofre na zona industrial da Sapec, em Setúbal.

"Estamos a apelar às pessoas para não saírem de casa até por volta do 12:00 devido à nuvem de fumo. As creches e as escolas daquela zona, incluindo o instituto Politécnico de Setúbal não vão abrir portas hoje por precaução. Já avisamos todos estes estabelecimentos de ensino", disse à agência lusa o coordenador da protecção civil municipal José Luís Bucho, que aconselhou ainda a população a calafetar portas e janelas "com toalhas molhadas".

Segundo a mesma fonte, o incêndio, que deflagrou às 03:00, em dois armazéns com enxofre, um produto tóxico, nas instalações da fábrica Sapec, em Mitrena, no concelho de Setúbal, mantinha-se activo às 08:00.

"As pessoas que sentirem alguma irritação nos olhos ou na garganta que possa ter sido provocada pela nuvem de fumo devem contactar o 112 que já está a par da situação".

Também Paulo Lamego, comandante dos bombeiros sapadores de Setúbal, adiantou à Lusa que a principal preocupação dos bombeiros é que "o incêndio se mantenha circunscrito aos dois armazéns que ainda estão a arder e não passe para a fábrica propriamente dita".

Dois bombeiros, um voluntário e um Sapador, sofreram queimaduras ligeiras durante o combate ao incêndio, tendo sido transportados para uma unidade hospitalar, de acordo com o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal.

Segundo a mesma fonte a prioridade é a "protecção da própria fábrica" que se encontra num "espaço confinado" sem que exista perigo de propagar-se a outros edifícios.

No local mantinham-se 45 elementos de várias corporações de bombeiros, apoiados por 17 veículos, além de 30 elementos e 10 máquinas da fábrica que produz adubos agroquímicos.

Participam nestas operações elementos dos bombeiros dos Sapadores de Setúbal, dos voluntários de Setúbal com a ajuda de meios dos bombeiros de Águas de Moura, Pinhal Novo, Palmela, Barreiro e Setúbal.




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