Empresas Indústria 4.0 toma conta do Europarque com 4,5 mil milhões na mira

Indústria 4.0 toma conta do Europarque com 4,5 mil milhões na mira

Representantes do Governo e de Bruxelas, gestores e empresários vão esta sexta-feira e sábado ao Europarque para debater os impactos e os instrumentos de apoio à quarta revolução industrial da nossa economia, que deverá receber 4,5 mil milhões de euros nos próximos quatro anos.
Indústria 4.0 toma conta do Europarque com 4,5 mil milhões na mira
O Governo estima que as medidas que vai lançar, no âmbito da chamada Indústria 4.0, vai ter um impacto sobre mais de 50 mil empresas em Portugal.
Rui Neves 08 de junho de 2017 às 16:37

A economia portuguesa vai receber uma injecção de 4,5 mil milhões de euros, metade dos quais via Portugal 2020 (novo ciclo de fundos europeus), nos próximos quatro anos, no âmbito da quarta revolução industrial - a chamada Indústria 4.0.

 

A estratégia do Governo para a Indústria 4.0 consiste num conjunto de 60 medidas de iniciativa pública e privado que, garante o executivo liderado por António Costa, "deverão ter um impacto sobre mais de 50 mil empresas a operar em Portugal e, numa fase inicial, permitirão qualificar e formar mais de 20 mil trabalhadores em competências digitais".

 

Para debater esta quarta revolução "made" in Portugal, o Europarque, em Santa Maria da Feira, acolhe, esta sexta-feira e sábado, um dos mais importantes fóruns empresariais sobre o tema, que contará com a participação de representantes da Comissão Europeia e do Governo português, gestores e especialistas que vão analisar os instrumentos de apoio e financiamento para esta (re)transformação, e os seus impactos em sectores tradicionais e emergentes.

 

O eurodeputado José Manuel Fernandes, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento  da Reginão (CCDRN), Freire de Sousa, o CEO do BCP Capital, Pedro Reis,  o presidente da ANI (Agência Nacional de Inovação), José Carlos Caldeira, e o CEO do chamado "Banco de Fomento", José Figueiredo, são os oradores no primeiro painel da conferência, que tem como tema "Indústria 4.0 – quais os instrumentos de financiamento?".

 

O segundo painel, centrado no tema "Indústria 4.0 – o que muda?", será dinamizado por João Vasconcelos, secretário de Estado da Indústria, António Rios Amorim, presidente da Corticeira Amorim, Alcino Lavrador, director-geral da Altice Labs, João Maia, director-geral da APICCAPS (associação do calçado), e um representante da Comissão Europeia.

 

Organizado pela plataforma de "business network" Bizfeira, este fórum integra ainda um programa de "biztalks, exposições, "workshops" e sessões de "networking" ao longo dos dois dias, focados na inovação tecnológica e modernização do tecido empresarial.

 

"A transformação digital da Indústria é, de facto, um dos maiores desafios da economia portuguesa, pelo que se impõe uma intensa reflexão em torno dos principais impactos e mudanças decorrentes desta ‘revolução’, seja nos sectores tradicionais como a cortiça, calçado, papel e metalomecânica, seja nos emergentes como as TIC e investigação na saúde", considera Emídio Sousa, presidente da Câmara de Santa Maria da Feira.

 

De acordo com a autarquia feirense, o Bizfeira já alavancou a instalação de novos investimentos industriais, nacionais e estrangeiros, em Santa Maria da Feira, no valor global de 141 milhões de euros.

 


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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Se estes milhões anunciados for parar aos mesmos doutros tempos, irão convertesse comprar mais mais empresas pretoliferas e bancos depois será o povo a pagar, tenho pena da juventude atual e futura .

Anónimo Há 2 semanas

Mais uns milhares de milhões muito debatidos muito estudados e para quê ? Sempre para os mesmos comilões ! Se fosse estrangeiro a idéia que tinha dos portugueses é que são , quase , todos uns imbecis. Depois de dezenas de milhões torrados em dita formação, continuamos com a mesma strategy ?

Esta esquerda não tem emenda. Jurou fazer Há 2 semanas

deste País, um País a sério. Poupar, investir, redistribuir, melhorar SS, hospitais, escolas e investigação cientifica. Seria útil que a oposição aprendesse (porque está sempre a tempo de o fazer) porque em democracia todos fazem falta, até mesmo os que o desporto favorito é o desaforo e inveja

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