Empresas Fios da Inovafil produzem energia térmica e libertam vitamina E

Fios da Inovafil produzem energia térmica e libertam vitamina E

Fios têxteis capazes de transformar a luz solar em energia térmica, fios com libertação de vitamina E e até com capacidade aceleração do processo de cicatrização, eis algumas das inovações da Inovafil, empresa de Famalicão que emprega 115 pessoas.
Fios da Inovafil produzem energia térmica e libertam vitamina E
A Inovafil, uma participada da Mundifios, emprega 115 pessoas nas suas instalações fabris de Famalicão.
Rui Neves 22 de janeiro de 2018 às 12:40

O grupo Mundifios, fundada em 1986 por Joaquim Fernandes e que é a maior "trading" ibérica de fios, investiu em 2015 cerca de 12 milhões de euros na instalação da sua participada Inovafil em Famalicão, onde ocupou parte da unidade fabril (desocupada) da Têxtil Manuel Gonçalves (TMG).

 

Com 115 pessoas e uma capacidade produtiva de 160 toneladas de fio mensais, 20% das quais têm como destino a exportação directa, a Inovafil fechou 2016 com uma facturação de 15 milhões de euros.

 

Apostada em elevar a fiação têxtil para um novo patamar, com desenvolvimento e produção de fios inteligentes, diferenciadores e de alto valor acrescentado, tem como meta, a atingir nos próximos anos, dedicar até 50% da sua produção aos têxteis técnicos e funcionais.

 

"A nossa estratégia é sermos não só moda, mas também desporto, técnicos e funcionais, porque são têxteis que vão deixar de ser um nicho de mercado quando essas funcionalidades começarem a ser introduzidas naquilo que é o nosso vestuário do dia-a-dia", enfatizou Rui Martins, administrador da Inovafil, na sexta-feira passada, 19 de Janeiro, no âmbito de uma visita à empresa realizada pelo presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, lê-se num comunicado da autarquia.

 

Para corporizar a sua estratégia voltada para a inovação, a Inovafil lançou o Nidyarn – Núcleo de I&D para fios funcionais de elevado desempenho, em colaboração com o 2C2T – Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil e a Fibrenamics, ambos da Universidade do Minho, e que visa a investigação e o desenvolvimento de fios de elevado desempenho térmico, mecânico e biológico para aplicação em vestuário "high-tech".

 

Aquando da visita do presidente da Câmara de Famalicão, a Inovafil apresentou uma série de novos produtos com diferentes propriedades funcionais, como fios resultantes da mistura entre fibras "eco-friendly" combinadas com fibra à base de carbono, capaz de transformar a luz solar em energia térmica, aumentando, assim, a temperatura corporal; fios tendo por base fibra com libertação de vitamina E, retardadores do envelhecimento da pele e com capacidade de aceleração do processo de cicatrização; fios termorreguladores, com capacidade de regular a temperatura corporal, proporcionando excelente conforto a nível térmico; e fios com capacidade de gestão de humidade resultantes de uma tecnologia patenteada: "drirelease".

 

A Inovafil irá apresentar mundialmente a sua nova colecção no final deste mês, em Munique, na ISPO, a principal feira internacional dedicada à área do desporto e "outdoor".

 

Entretanto, a Inovafil tem vindo também a apostar em soluções sustentáveis na produção de fios com a utilização de matérias-primas ecológicas como urtigas ou algas marinhas.

 

O grupo Mundifios facturou 82 milhões em 2016 e previa chegar aos 100 milhões no final do último exercício.




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mais votado Anónimo Há 2 dias

Mas esta grande evolução na cadeia de valor do têxtil só foi possível porque o sector têxtil, sob a égide da troika UE-FMI, desalocou 45 mil excedentários entre 2008 e 2013. Ficou por fazer o mesmo com os restantes sectores da economia portuguesa, a começar pelo infame sector público sindicalizado, despesista e inerentemente extractor de valor como de resto está na sua matriz genética desde o arranjo constitucional socialista de 1976. http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/industria/detalhe/textil-iguala-exportacoes-de-2007-com-menos-2500-empresas

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Ora neste caso o excedentário-mor não abriu a matraca...aqui tinha de vir falar dos malandros dos trabalhadores... http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca---financas/detalhe/familiares-receberam-dividas-de-miguel-frasquilho-atraves-de-offshore-do-ges

Excedentário és tu Há 2 dias

Emigra e não voltes fachola

Anónimo Há 2 dias

Mas esta grande evolução na cadeia de valor do têxtil só foi possível porque o sector têxtil, sob a égide da troika UE-FMI, desalocou 45 mil excedentários entre 2008 e 2013. Ficou por fazer o mesmo com os restantes sectores da economia portuguesa, a começar pelo infame sector público sindicalizado, despesista e inerentemente extractor de valor como de resto está na sua matriz genética desde o arranjo constitucional socialista de 1976. http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/industria/detalhe/textil-iguala-exportacoes-de-2007-com-menos-2500-empresas

???? Há 2 dias

E fios a saber a limonada nada? Fraquinho para não dizer ridículo.

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