Indústria InterCement estuda regresso da Cimpor à bolsa

InterCement estuda regresso da Cimpor à bolsa

A companhia brasileira está a equacionar colocar na bolsa de Londres, ou Frankfurt, uma "holding" que concentra os activos no mercado europeu e africano.
InterCement estuda regresso da Cimpor à bolsa
Miguel Baltazar/Negócios
Nuno Carregueiro 30 de janeiro de 2018 às 11:26

A Cimpor saiu de bolsa no ano passado, mas poderá estar para breve o regresso da cimenteira ao mercado accionista. Contudo, a concretizar-se, será em moldes diferentes, pois será englobada numa "holding" e noutra praça financeira.

 

A Reuters noticia esta terça-feira que a InterCement Participações SA, que controla a empresa portuguesa, está a estudar listar em bolsa os activos que detém na Europa e África, com o objectivo de aumentar a liquidez e reduzir a dívida.

 

A companhia brasileira tem 40 fábricas em oito países, sendo que os activos que pretende colocar em bolsa são a Cimpor, fábricas em Cabo Verde, Moçambique e África do Sul.

 

A Reuters adianta que a InterCement, que é detida pela Camargo Correa, está a discutir a opção com bancos de investimento mas ainda não foram contratados os assessores financeiros para a implementar. A empresa brasileira diz à agência de notícias que não comenta rumores de mercado.

 

Em cima da mesa estará também, como alternativa, a realização de uma troca de activos ou a venda de uma participação.

 

Caso a opção passe por colocar esta holding em bolsa, a operação deverá avançar no segundo semestre deste ano, sendo que em equação estão as bolsas de Londres ou Frankfurt.

 

A Cimpor saiu da bolsa portuguesa no ano passado, depois de a InterCement ter concretizado uma ordem de compra através da qual pagou 34 cêntimos por acção aos accionistas minoritários. A perda da qualidade de sociedade aberta da Cimpor tinha sido aprovada na assembleia-geral da cimenteira em Junho do ano passado.




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comentários mais recentes
COM OS BRASUCAS E SO PREJUIZO.... 30.01.2018

A Cimpor uma empresa MULTINACIONAL PORTUGUESA Q ERA LUCRATIVA e EM EXPANCAO...Q PAGAVA IMPOSTOS EM Portugal, VALIA 6.80 EUROS/accao ANTES DO CUELHO/PPd/cds a terem mandado destruir.

Johnny 30.01.2018

OTARIOS vocês ainda acreditam no pai natal ?
Os suínos comem todas da mesma mesa ! CMVM, contabilistas, e a gentalha que que "determina" o valor do titulo na OPV
Agora a a empresa vai aparecer a 10 euros por ação e ninguém questiona quem foi o CRIMINOSO que determinou e validou esse valor.

ggov 30.01.2018

Mais um crime que deveria ser investigado pelas autoridades. Manipularam a cotação do titulo para o retirarem do mercado de acções a preços irrisórios, (0,34€ por acção), para agora a voltarem o colocar na bolsa, como se uma nova empresa se tratasse, mas claro que não será pelo mesmo preço que a retiraram Bolsa. A isso chama-se roubo descarado e devia ser desmascarado de forma a impedir que novos investidores sejam enganados.

Zé dos bois 30.01.2018

já vi roubos mais bem dissimulados

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