Media Investidor de Macau não vai fazer despedimentos na dona do DN

Investidor de Macau não vai fazer despedimentos na dona do DN

O administrador da empresa de Macau KNJ, que a partir de Março controlará 30% da Global Media, detentora do DN, JN e TSF, garantiu hoje que o conteúdo dos 'media' do grupo não sofrerá alterações e não haverá despedimentos.  
Investidor de Macau não vai fazer despedimentos na dona do DN
Vítor Mota/Correio da Manhã
Lusa 19 de Outubro de 2016 às 09:29

"O conteúdo não será afectado. O departamento editorial é sempre independente, nunca iremos afectar o lado editorial", disse Kevin Ho, questionado sobre os seus planos para o grupo que inclui o Diário de Notícias, Jornal de Notícias e TSF.

 

Também no que toca especificamente à cobertura de assuntos relacionados com a China, o empresário negou qualquer restrição.

 

"Estamos a investir numa empresa porque acreditamos nas suas actividades 'core'. A Global Media é uma empresa de reputação em Portugal. E, acima de tudo, somos de Macau. Macau faz parte da China, mas nós não somos um fundo da China", afirmou, à margem do Fórum de Jovens Empreendedores da China e Países de Língua Portuguesa, em Macau.

 

Voltando a sublinhar que o primeiro grande objectivo da KNJ é investir em 'novos media', Ho assegurou que tal será feito sem alterar o funcionamento base do grupo.

 

"As operações vão continuar a ser geridas pelos profissionais existentes", disse, indicando também que não há planos para despedimentos, tendo em conta a reestruturação da empresa que, em 2014, concluiu um processo de despedimento colectivo que levou à saída de 134 pessoas.

 

Ainda assim, a injecção de 17,5 milhões de euros da KNJ vai reflectir-se na nomeação de membros para o conselho de administração e a comissão executiva.

 

O empresário confirmou que houve alguma resistência dos atuais accionistas do grupo à entrada da KNJ, mas "não tanta quanto foi noticiado". "Não estavam era completamente esclarecidos sobre qual era a nossa intenção. Expliquei os meus planos e garanti que não vamos afectar as operações", disse.

 

A ideia, disse Ho, é trazer a Global Media aos seus "tempos de glória" com um plano a dez anos que está actualmente a ser elaborado em conjunto com os outros accionistas e que será focado, numa primeira fase, na migração para os meios digitais, e numa segunda, numa expansão para outros países de língua portuguesa.

 

"Como investidor de Macau, e tendo em conta que a Global Media já tem um investidor angolano [António Mosquito], é natural expandir para os países de língua portuguesa. Esta será uma boa jogada em termos empresariais e para mim, como cidadão de Macau e da China", explicou, apontando em particular para Angola e Brasil.

 

Quanto ao investimento em 'novos media', Ho frisou que se trata de seguir uma tendência global e criar valor acrescentado: "Vamos sempre ter jornais. Não somos nós que queremos que a empresa tenha só jornais digitais, mas é a tendência do mundo. Temos de nos adaptar à tendência para poder crescer".

 

Sobre o papel de Macau, o empresário - que é sobrinho do antigo chefe do Executivo de Macau, Edmund Ho, e director do banco Tai Fung, entre outros investimentos --, voltou a falar da criação de um centro, mas não adiantou pormenores, indicando apenas que por agora o plano não é estabelecer meios de comunicação em Macau.

 

"Não vamos ter aqui um jornal", afirmou, abrindo no entanto a possibilidade de integrar no grupo o semanário de Macau Plataforma, dirigido pelo jornalista Paulo Rego, o mediador das negociações entre a KNJ e a Global Media.

 




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comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Que pena!!! Era bom que houvesse uma grande mexida nesses jornais , pois não têm nada de imparciais , é só esquerdalha que por lá abunda , por isso nunca compro esses pasquins.

Anónimo Há 1 semana


FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


AS ATUAIS PENSÕES SÃO PAGAS PELOS DESCONTOS DOS ATUAIS TRABALHADORES.

Os pensionistas, que hoje estão "entre os críticos mais vociferantes", "não descontaram o suficiente para as reformas que agora gozam", pelo que não faz sentido protestar contra os cortes "como se fosse um roubo nos montantes acumulados".

Se alguém pode dizer-se roubado, não são os atuais pensionistas, mas os seus filhos e netos, que suportarão as enormes dívidas acumuladas nos últimos anos.

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