Imobiliário Investimento em imobiliário comercial poderá atingir os 2.500 milhões em 2018

Investimento em imobiliário comercial poderá atingir os 2.500 milhões em 2018

A consultora JLL admite que “não é ser demasiado optimista“ prever que o investimento em imobiliário comercial chegue aos 2.500 milhões de euros em 2018. Retalho vai ser a área mais dinâmica.
Investimento em imobiliário comercial poderá atingir os 2.500 milhões em 2018
Miguel Baltazar/Negócios
Ana Laranjeiro 04 de janeiro de 2018 às 09:00
As perspectivas para o investimento em imobiliário comercial em Portugal durante 2018 são optimistas, devendo o sector manter o tom de crescimento registado em 2017.

Pedro Lancastre, director-geral da JLL em Portugal, acredita que, "no mínimo, deve voltar-se a atingir um volume perto dos 2.000 milhões de euros" e que "não é ser demasiado optimista atingirmos os 2.500 milhões de euros". Este valor, a confirmar-se, supera o registado no ano de 2017. Os dados preliminares da JLL indicam que o investimento em imobiliário comercial no ano passado atingiu um volume de cerca de 1.900 milhões de euros.

O retalho vai ser o "segmento mais dinâmico" durante 2018 – tal como aconteceu já em 2017 –, explica, "porque estão diversos activos muito interessantes no mercado (para venda) e que são especialmente apelativos para os investidores estrangeiros". Algo que terá um impacto forte "no volume transaccionado, porque envolve um ‘ticket’ médio de investimento muito elevado". Além disso, os escritórios também "continuarão com um bom desempenho". E o segmento das casas para estudantes tem "uma popularidade crescente entre os investidores e apresenta um potencial de crescimento em Portugal muito promissor".

Diria que não é ser demasiado optimista atingirmos os 2.500 milhões em investimento. Pedro Lancastre
Director-geral da JLL em Portugal

Apesar destas perspectivas de crescimento, Pedro Lancastre não esconde que há alguns desafios que podem interferir com esta visão para  2018. "Um deles é de cariz político e macroeconómico e tem a ver com a estabilidade do país. É preciso que a política fiscal se mantenha estável e que Portugal continue o seu percurso de credibilização nos mercados internacionais". Um outro desafio prende-se com a ausência de escritórios novos. O líder da consultora aponta que, se as firmas internacionais não encontram em Portugal "escritórios modernos e com condições que respondam plenamente aos seus requisitos e aos seus elevados ‘standards’ de qualidade", podem procurar alternativas em outros países.

Olhando para além de 2018, o responsável assume que "não é muito fácil projectar a longo-prazo". Contudo, Pedro Lancastre, refere que o "forte interesse dos investidores internacionais no imobiliário português está instalado e os sectores ocupacionais, que sustentam a boa dinâmica do investimento, também devem continuar a viver momentos positivos além de 2018, tendo em conta que a oferta nova para dar resposta à crescente procura sentida actualmente deverá começar a ganhar escala no final deste ano e no próximo".

Tome nota

Como foi o ano de 2017?

Investimento em imobiliário num novo patamar
O investimento em imobiliário comercial atingiu um volume de cerca de 1.900 milhões de euros. Este valor representa um crescimento face aos 1.254 milhões de euros registados em 2016. E "projecta o ano de 2017 para um patamar nunca atingido em Portugal".

Retalho e Escritórios em destaque
A consultora JLL explicou, em comunicado, que o investimento em imobiliário comercial no ano passado foi destinado em particular aos mercados de retalho e de escritórios  "embora o industrial/logístico tenha este ano mais do que quadruplicado o seu peso, ao protagonizar o maior negócio do ano".

Fundos de investimento dominam
Em 2017, e segundo o comunicado da consultora JLL, a actividade imobiliária comercial foi dominada pelos fundos de investimento (68% do total), sendo que os investidores internacionais expandiram a sua quota no volume investido em Portugal – de 85% para 91% em 2017.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

para que escritórios?? esta tudo uma bandalheira - e so apoios e mais apoios e viagens e mais viagens e ao fim ao cabo, ao fim de 4 anos vai tudo pela agua abaixo... qualquer puto quer ser empresário europeu, não pode ser. e preciso é quem trabalhe...

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