Empresas IP com luz verde para admitir pessoal "em áreas sobrecarregadas"

IP com luz verde para admitir pessoal "em áreas sobrecarregadas"

O presidente da Infraestruturas de Portugal lamentou o desinvestimento na rede rodoviária, considerando insuficientes as verbas para conservação e limpeza.
IP com luz verde para admitir pessoal "em áreas sobrecarregadas"
Pedro Elias
Maria João Babo 04 de julho de 2017 às 12:17

O presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), António Laranjo, adiantou esta terça-feira, 4 de Julho, no Parlamento que a empresa já teve luz verde para fazer admissões "em áreas que actualmente estão muito sobrecarregadas, nomeadamente o centro de controlo e circulação".

O responsável justificou na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, que o actual aumento de custos com trabalho externo "é consequência da falta de meios", afirmou, adiantando que a IP já tem autorizações "que permitem repor esta actividade em índices perfeitamente normais".

Relativamente ao investimento nas estradas, António Laranjo reconheceu que houve um "desinvestimento na rede rodoviária", designadamente na conservação e limpeza, que "se notou", considerando que "há matérias que são consequência dos últimos anos que o país viveu".

 

Na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, o responsável reconheceu que nesta matéria há "seguramente muita coisa por fazer, que tem implicações com as verbas destinadas para essa matéria", as quais admitiu que "não são suficientes".

"Têm de retomar a outros níveis, temos que nos colocar mais exigentes", afirmou, acrescentando que a exigência do conselho de administração da IP tem sido transmitida à tutela em matéria orçamental.

Relativamente à ferrovia, António Laranjo afirmou que relativamente aos investimentos em termos de conservação e intervenções na rede, estes estão a ser impulsionados pelo plano Ferrovia 2020, o qual "está a ser implementado com toda a celeridade que nos é possível".

"Estamos num país que se descaracterizou em matéria de resposta dos próprios empreiteiros". António Laranjo justificou o aumento dos serviços externos por parte da IP como "resposta ao aumento das actividades de conservação", acrescentado que também tem havido um elevado aumento nas actividade de cobrança de portagens, também feitas por entidades externas.




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