Transportes IP reclama retirada de cativações para cumprir orçamento de 2017

IP reclama retirada de cativações para cumprir orçamento de 2017

As cativações aplicadas à gestora das redes rodoviária e ferroviária em 2017 ultrapassam os 361 milhões de euros. António Laranjo promete continuar a alertar o Governo para a necessidade de meios.
IP reclama retirada de cativações para cumprir orçamento de 2017
Pedro Elias
Maria João Babo 04 de julho de 2017 às 13:03

O presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), António Laranjo, adiantou esta terça-feira no parlamento que as cativações aplicadas à empresa para 2017 somam 361 milhoes de euros, dos quais 221 milhões afectos às parcerias público-privadas. "Os restantes 140 milhões são os que hoje foram impostos à IP", afirmou, adiantando ter já enviado comunicações ao governo reclamando a retirada desses cativos para cumprir o orçamento de 2017.

 

O responsável salientou aos deputados que, à semelhança do que fez em 2016, também em 2017 tem enviado cartas ao Governo alertando para a necessidade de meios da empresa.

 

"Não deixaremos nunca de alertar, solicitar, reclamar as nossas condições de trabalho", afirmou António laranjo, salientando para a necessidade de que os meios alocados à empresa permitam cumprir com a sua responsabilidade.

 

Em Outubro do ano passado, o Negócios noticiou que a administração da empresa que passou a ser liderado em Agosto por António Laranjo considerava que as cativações de 2016, que ascendiam a 430 milhões de euros, colocavam "em risco a execução de contratos em curso e já transitados de anos anteriores e que foram celebrados para garantir o exercício da sua actividade, nomeadamente na rúbrica de conservação rodoferroviária.

António Laranjo adiantou ainda que dos activos de 2016, foi feita a descativação de 232 milhões. O responsável salientou que a sua "constante reclamação" é para que a actividade da empresa não seja afectada.

 

"Numa deixaremos de canalizar verbas que temos para garantir condições de segurança rodo e ferroviárias", afirmou ainda, admitindo que se a IP não tiver a verba toda prevista, terá de adiar intervenções para o ano seguinte.




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