Banca & Finanças Irlanda encaixa 3.000 milhões com venda em bolsa de 25% de banco

Irlanda encaixa 3.000 milhões com venda em bolsa de 25% de banco

Em causa está a participação detida no Allied Irish Banks Plc (AIB), o segundo maior banco irlandês que foi resgatado pelo Estado há sete anos.
Irlanda encaixa 3.000 milhões com venda em bolsa de 25% de banco
Paulo Zacarias Gomes 23 de junho de 2017 às 07:54
O governo irlandês deverá encaixar pelo menos cerca de 3.000 milhões de euros com a venda, em bolsa, da sua participação de 25% no Allied Irish Banks Plc (AIB), sete anos depois de a instituição financeira ter sido resgatada pelo Estado, avança a Bloomberg. 

Segundo os contornos desta que está a ser a maior oferta pública inicial (IPO) europeia desde o início do ano, estarão em venda cerca de 679 milhões de acções a um preço de 4,40 euros por título, o que avalia o segundo maior banco irlandês em cerca de 12 mil milhões de euros.

Os investidores institucionais terão ficado com 90% das acções vendidas e os restantes 10% ficarão com clientes de retalho.

Depois desta venda o governo irlandês continuará - dependendo se exercer a opção de venda de mais acções - com entre 71 e 75% das acções da instituição, uma participação que será vendida ao longo dos próximos anos.

O governo irlandês injectou 21 mil milhões de euros no resgate do AIB, com forte presença no crédito hipotecário, durante a crise financeira internacional. 

Pelo caminho, reduziu a menos de metade o número de trabalhadores - de 26 mil para cerca de 10 mil -, um número que pode ainda vir a cair mais.



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mais votado Anónimo Há 4 semanas

Portugal não é a Irlanda. A organização "reduziu a menos de metade o número de trabalhadores - de 26 mil para cerca de 10 mil -, um número que pode ainda vir a cair mais".

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Conselheiro de Trump Há 4 semanas

Noticia devia ser aquilo que nao sabemos.Ja todos vimos que os armenios sao a parte PESSIMA da moeda.Nem precisamos de ir para fora de portas.Exemplo:a Raynair e a tap.Os ganhos trimetrais da Raynair,a tap nem daqui por dez anos consegue obtelos anualmente.Tubo tao obscuro,e tudo por excelencia.

Anónimo Há 4 semanas

As reformas pararam e o despesismo com salários injustificáveis e futuras pensões disparou, iniciando a contagem decrescente para o próximo resgate à República. O engano ou ilusão que se viveu entre 2005 e 2010 está a ser minuciosamente replicado pelo novo governo socialista. Não tenhamos dúvidas disto. Portugal julga-se imune à quarta revolução industrial e mais uma vez opta por não participar nela ou não se adaptar a ela julgando ser possível viver como economia de elevado rendimento usando o paradigma do funcionalismo público excedentário alavancado pelo crédito bancário subsidiado e tendo uma fé inabalável no turismo.

Anónimo Há 4 semanas

Na CGD ainda não sabem por onde é que podem começar a despedir excedentários nem quantos zeros a mais poderá ter o cheque do prémio por terem sido excedentários remunerados durante estes anos todos.

Anónimo Há 4 semanas

Portugal não é a Irlanda. A organização "reduziu a menos de metade o número de trabalhadores - de 26 mil para cerca de 10 mil -, um número que pode ainda vir a cair mais".

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